2 Fev, 2022

Pandemia começa a abrandar e pico já pode ter passado

Se se confirmar uma descida no número de casos esta quarta-feira em relação ao mesmo dia da semana passada, é muito provável que o pico já tenha passado, admite o professor Carlos Antunes.

Já é notória uma redução do número de casos positivos de infeção por SARS-CoV-2 em relação ao mesmo período homólogo da semana passada, o que sugere que devemos estar a passar ou a ultrapassar o pico da onda pandémica, confirma o professor Carlos Antunes. No dia 25 de janeiro (terça-feira), Portugal registou 57 657 novos casos, enquanto no mesmo dia da semana seguinte (1 de fevereiro) foram 50 888.

“É já uma variação negativa em relação à semana homóloga”, analisa o especialista, em declarações ao Diário de Notícias, que desde o início da pandemia faz parte da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que faz a modelação da covid-19. “É um bom indicador, junto de outros, que pode querer dizer que Portugal está a passar pelo pico desta onda epidémica gerada pela Ómicron, ou mesmo a atingi-lo”.

No entanto, “essa confirmação só a teremos na quarta-feira com os dados diários”, acrescenta Carlos Antunes, justificando que é “à quarta-feira que se têm todos os dados atualizados”, já que poderão surgir alguns atrasos na contagem durante o fim de semana. “Costumamos dizer que é o dia de todas as contas. Se o número desse dia for mais baixo do que na quarta-feira anterior, isso significa que o pico passou”, sustenta.

Ainda assim, é difícil estabelecer uma previsão de quando acontecerá a fase de endemia, já que esta descida deve ser “lenta e com alguns picos de infeção”. “Vai ser um sobe e desce, até pelo comportamento natural da população”, analisa. De acordo com a sua experiência, “não é taxativo que venhamos a registar uma descida abruta de casos para se entrar já na endemia, mas também é pouco provável que continue em planalto. A hipótese que temos discutido é que iremos ter uma descida progressiva, mas lenta”.

Com base nos dados, já se sente uma “desaceleração nas faixas etárias mais novas, dos 0 aos 5 anos e dos 6 aos 11 anos, e a nível regional”. “A maior subida da última semana foi nos mais idosos, acima dos 80 anos. O que é natural. Esta onde começou na transmissão entre os mais novos, nas escolas, passou para a faixa dos pais, dos 30 aos 49 anos, e agora já está na faixa acima dos 65, mas com maior ritmo de crescimento nos maiores de 80”.

SO

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