30 Abr, 2021

Ordem dos Psicólogos Portugueses reflete sobre o impacto do teletrabalho

“A (In)Sustentabilidade do Teletrabalho” aborda várias questões associadas às mudanças que este regime de trabalho introduziu na vida dos portugueses.

No âmbito do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que se assinala a 28 de abril, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) partilhou um documento no seu website que procura refletir sobre vários aspetos que se encontram associados ao teletrabalho.

A publicação, que aborda “A (In)sustentabilidade do Teletrabalho”, está dividida em cinco tópicos e procura perceber quais são os benefícios associados ao trabalho realizado a partir de casa, bem como os desafios e dificuldades que foram encontrados.

Ainda, pretendeu analisar os possíveis modelos sustentáveis de teletrabalho, mencionando os riscos psicossociais a ele associados, bem como quais as estratégias que poderão garantir a sua sustentabilidade.

Segundo observado, o documento ressalta que grande parte dos trabalhadores mostrou-se satisfeita com este regime, uma vez que sentiu maior facilidade em estabelecer um equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional.

O facto de não ser necessário realizar viagens e de se verificar menos distrações revelou ainda um aumento da produtividade. Adicionalmente, a redução de custos para os empregadores também foi mencionada.

Por outro lado, o facto de se sentir dificuldades em desligar do âmbito profissional depois da hora de término das funções e, consequentemente, se trabalhar mais horas que o habitual foram desvantagens que foram associadas a este regime. A sensação de isolamento e a diminuição de criatividade também foram desafios que surgiram neste modelo.

Perante as análises que têm sido realizadas, a OPP revela que será expectável que se adote um regime de teletrabalho híbrido, equilibrando dias onde as funções serão efetuadas a partir de casa ou com presença nas instalações das empresas.

Deste modo, a Ordem afirma que será essencial ultrapassar alguns desafios assentes neste modelo, tais como reforçar as competências tecnológicas dos trabalhadores e facilitar a criação de espaços nas suas habitações que poderão garantir o cumprimento adequado das suas funções. É, ainda, oferecido um destaque para a necessidade de tornar a saúde psicológica como um dos pilares das organizações.

Tendo por base que a experiência do teletrabalho depende essencialmente das circunstâncias do contexto organizacional em que ocorre, a OPP ressalta, em comunicado, que “são necessárias estratégias de construção de organizações promotoras de saúde psicológica, bem-estar e resiliência”. Neste sentido, “compete às empresas implementar estratégias que assegurem a sustentabilidade do teletrabalho”.

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