21 Jul, 2021

OM descontente com falta de acesso médico às receitas manuais

Segundo a Ordem dos Médicos, “em causa está o fim do prazo de transição previsto na Portaria que prevê o processo de desmaterialização das receitas em papel”.

Desde o passado dia 30 de junho, que os médicos deixaram de ter acesso à prescrição de receitas manuais, em Portugal. A Ordem dos Médicos (OM) mostra-se descontente com este facto e defende que “é desnecessário que uma barreira administrativa coloque mais dificuldades a quem precisa dos seus médicos”.

“Estes médicos estão impedidos, desde dia 30 de junho, de continuar a sua atividade, por não renovação da exceção contida na Portaria 224/2015, para que possam continuar a usar receitas manuais”, pode ler-se no comunicado enviado pela OM.

Segundo a Ordem dos Médicos, “em causa está o fim do prazo de transição previsto na Portaria que prevê o processo de desmaterialização das receitas em papel”.

No comunicado faz-se saber que “o bastonário da Ordem dos Médicos, tal como aconteceu no passado, já alertou o Ministério da Saúde para este problema e, apesar da insistência, ainda não obteve resposta”.

O prazo inicial para o término das receitas manuais era a 31 de dezembro de 2020, tendo a Ordem dos Médicos tendo conseguido que este fosse alargado até junho do presente ano.

Segundo o bastonário da OM, Miguel Guimarães, as motivações para o prazo ser novamente alargado devem-se a “um pequeno número de médicos, na casa das centenas, que, sobretudo por razões relacionadas com a idade, têm dificuldades de adaptação aos meios informáticos. Os médicos têm dado inúmeras provas de adesão às novas tecnologias e equipamentos”.

“Não podemos compreender e aceitar que não se mantenha uma exceção para quem deu tanto a este país e ao nosso sistema de saúde e que quer continuar a dar. (…) Em muitos países europeus a receita manual ainda é dominante, pelo que não entendemos a pressa que existe de querermos liderar uma área à custa de deixar pessoas para trás”, termina.

 

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