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Lápis Azul: O consenso na saúde ou o grande logro?

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A Saúde parece ser um bem inalienável e que todos os cidadãos reivindicam mesmo quando não adoptam comportamentos saudáveis ou responsáveis. Sobretudo quando se tem presente a doença e se sente sofrimento em todas as suas dimensões.

E mais ainda quando se fala em dinheiro e nos lembramos que é a primeira causa de perda do produto interno bruto (PIB) a nível mundial!

As estimativas da Organização Mundial de Saúde colocam a fasquia, para 2030, acima dos 50 triliões de dólares!

Esta é a única razão plausível que leva a que os políticos e os decisores entendam a Saúde como estratégica para a economia mundial e nacional.

Tudo o resto é demagogia e falta de vergonha ou, enfim, condescendendo, um convite ao brilhantismo académico na procura de outros argumentos…

Quando leio que a Saúde é um campo de grandes consensos ou que, só a Saúde reúne terreno sólido para consenso, arrepio-me.

Não há consenso desde logo entre os profissionais de saúde.

E mesmo dentro das suas Ordens Profissionais são conhecidas e identificadas as naturais diferenças e posições, básicas e óbvias, até pelos enquadramentos socioprofissionais e legais nas actividades desempenhadas, aos padrões de vínculo contratual, aos níveis assistenciais praticados, às assimetrias regionais, aos perfis etários, à densidade demográfica das especialidades e áreas e, enfim, ao enfeudamento claro às vertentes sindicais, quando não partidárias.

Pese embora o discurso da interdisciplinaridade e do trabalho em equipa, as excepções não fazem nem a regra, nem a cor dominante. São conhecidas as reservas que se levantam em muitos territórios e sectores, médicos e enfermeiros, hospitalares e não hospitalares, enfermeiros generalistas e especialistas, enfermeiros de reabilitação e fisioterapeutas, técnicos de diagnóstico e outros técnicos, administradores hospitalares e médicos, por aí fora…

Atente-se que quando lemos as tais notícias em prol do Consenso na Saúde, lá estão enumeradas as escolas médicas, os hospitais privados, as associações de sectores convencionados, o termalismo, a indústria farmacêutica e de diagnósticos e tecnologias médicas, as seguradoras e os bancos, as associações de doentes ou tentes, mas faltam sempre os profissionais e os contribuintes individuais.

O Consenso, na minha linguagem de há muitos anos, o pacto de regime, deveria ser muito mais amplo para ser possível e envolvente.

Muito mais além do que a calendarização ao toque para todas as greves em simultâneo e em consonância mais ou menos precipitada, ainda que também mais ou menos justa e justificada pelos disparates de grupos e comissões de trabalho e de estudo sem fim e sem jeito!

Precisa de “atropelar” o princípio a que se ancora em termos de valor económico e social e que se define sempre na ideia de que, o investimento público na saúde dos Portugueses representa cerca de 2/3 da média dos países da O.C.D.E..

O logro, ou o perigo do logro, parte deste ponto.

É que logo a seguir alguém vai dizer – “ponha-se mais investimento público na saúde” – porque o país tem um PIB per capita de cerca de 73% da média dos países da OCDE.

Esta foi a fórmula que nos trouxe até hoje. Pôr dinheiro, sempre mais dinheiro em cima dos problemas, dos buracos, das ineficiências do sistema de saúde, das faltas de planeamento e de decisão!

A vontade dos políticos, de alguns, pode até ser genuína e honesta.

Mas o Consenso da Saúde deveria em Portugal partir de um grau de entendimento prévio, coerente, profundo, concertado e voluntário das Ordens Profissionais e dos meios de comunicação social que, até em nome da sua sobrevivência a prazo, precisam de assumir grandes batalhas na formação da opinião dos cidadãos e dos eleitorados.

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