4 Jul, 2019

Número de cirurgias em atraso duplicou nesta legislatura

Tendência de aumento é contínua e IPO de Lisboa e Porto estão entre os que demoram mais a garantir os tempos de resposta adequados.

A tendência tem vindo a agravar-se e, com o avolumar de greves na saúde, não se espera uma inversão tão cedo. O número de cirurgias em atraso está a aumentar desde 2015, período que coincide com a atual legislatura. Em março deste ano, 45.183 utente esperavam por operações, cujo tempo de resposta já tinha sido ultrapassado há mais de quatro anos.

Este número representa 18,5% dos doentes inscritos no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), quase o dobro dos 10,5% com cirurgia em atraso em janeiro de 2015, adianta o jornal Público, com base em dados dados disponíveis no Portal do SNS.

Nessa altura, esperavam há mais de quatro anos por uma operação 22.467 pessoas. Em janeiro de 2018 eram já 33369 os doentes na mesma situação. Em janeiro deste ano, já se tinha chegado à cifra de 40 mil doentes com cirurgias em atraso. De acordo com Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), as greves do ano passado foram um dos fatores a ter impacto nos atrasos em cirurgia.

O estreitamento dos prazos máximos de resposta também contribui para o agravamento dos números. Desde 2018 que as cirurgias de nível 1 têm de ser feitas até seis meses (180 dias), quando antes o prazo recomendado era de 270 dias.

Segundo o jornal, o Instituto Português Oncologia (IPO) de Lisboa e o IPO do Porto eram os que tinham uma maior percentagem de doentes com cirurgias em atraso— entre os 31% e os 38%.

TC/SO

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