10 Abr, 2017

Número de casos de hepatite A subiu para 160 desde o início do ano

O diretor-geral da Saúde revelou, na sexta-feira, que o número de casos notificados de hepatite A, em Portugal, subiu para 160

Em declarações aos jornalistas, Francisco George adiantou também que a vacinação para a hepatite A vai ser alargada, deixando de ser exclusivamente feita num único centro em Lisboa.

Haverá cinco pontos de vacinação, abrangendo as várias regiões de Portugal continental, e um ponto na Região Autónoma dos Açores e outro na Região Autónoma da Madeira.

O diretor-geral da Saúde lembrou que a vacinação é feita mediante prescrição médica e através de critérios que estão definidos pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

As autoridades estão a finalizar uma nova norma sobre o surto de hepatite A, que definirá nomeadamente os locais de vacinação e a quem deve ser administrada a vacina.

Sobre os casos de sarampo que têm sido recentemente detetados em Portugal, Francisco George confirmou que há seis casos da doença confirmados e que está a ser ainda investigado de que forma estas seis pessoas apanharam a doença.

O sarampo é uma das doenças infeciosas mais contagiosas, podendo provocar doença grave ou mesmo a morte. É evitável pela vacinação e está, há vários anos, controlada em Portugal.

O diretor-geral da Saúde recordou que as autoridades receberam recentemente informação da Organização Mundial da Saúde sobre surtos de sarampo na Europa, muito devido a “bolsas de pais e de mães” que decidem não vacinar os seus filhos.

Os seis casos para já existentes em Portugal ainda estão sob investigação, no sentido de se perceber se o vírus foi adquirido no estrangeiro ou por contactos com estrangeiros. A maioria dos casos é em crianças não vacinadas que ainda não tinham idade para ser vacinadas ou já teriam mas não tinham ainda levado a vacina.

A vacina do sarampo é, de acordo com o Programa Nacional de Vacinação, administrada pela primeira vez aos 12 meses.

Francisco George considera que os portugueses não têm motivo para se preocupar com o sarampo, uma vez que existe uma grande cobertura vacinal na população.

Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18, e uma dose quando se trata de adultos.

A DGS tem aconselhado a vacina a todas as pessoas que vão viajar ou participar em eventos internacionais. As vacinas são dadas gratuitamente no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países.

LUSA/SO/SF

 

Gedeon Richter

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