19 Ago, 2022

Mutilação Genital Feminina: Mais de meia centena de casos apenas no Amadora-Sintra

O HFF é como que o ‘hospital sentinela’ para a deteção destes casos em Portugal, face à multiculturalidade da população.

Entre janeiro e julho deste ano foram identificadas 52 meninas e mulheres vítimas de mutilação genital feminina, com idades entre os três os 48 anos no Hospital Fernando da Fonseca (HFF), segundo o jornal Expresso.

Os casos nacionais, durante o mesmo período de tempo, são de 105, segundo dados do Registo de Saúde Eletrónico, partilhados pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. No ano passado, durante todo o ano, foram reportados 138.

Os números têm aumentado, mas tal poderá dever-se a uma “maior capacidade dos profissionais para a deteção, sinalização e ação”, segundo disseram ao jornal Débora Almeida e Khatidja Amirali, enfermeiras do HFF com especialização nesta área.

A MGF, também conhecida como ‘fanado’, ainda é prática nalgumas comunidades, sobretudo da Guiné-Bissau e da Guiné-Conacri, mas também do Senegal, Gâmbia, Nigéria e Cabo-Verde. O objetivo é “purificar” as meninas, acabando por as impedir de ter uma vida sexual saudável.

Desde 2018 que têm vindo a ser reforçadas políticas públicas nesta área em Portugal, nomeadamente através da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não-Discriminação 2018-2030 – Portugal + Igual (ENIND), no âmbito do Plano de Ação para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e à Violência Doméstica.

No mesmo ano foi ainda criado o Projeto “Práticas Saudáveis – Fim à Mutilação Genital Feminina”, que conta com várias equipas de profissionais como a do HFF.

SO/Expresso

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