22 Ago, 2022

Mortalidade infantil atinge valor mais elevado dos últimos quatro anos

O número de mortes de crianças até um ano no primeiro semestre subiu em relação ao mesmo período de 2021. Contudo, o valor está até abaixo da média da última década.

A mortalidade infantil aumentou nos primeiros seis meses de 2022, período em que morreram 119 bebés com menos de um ano. Trata-se de um aumento de 29 óbitos em relação ao período entre janeiro e junho do ano passado, avança o Correio da Manhã. Desta forma, a taxa de mortalidade infantil cifrou-se em 3,1 óbitos por cada mil nados-vivos, o valor mais elevado desde 2018.

De acordo com o portal da vigilância da mortalidade, da Direção Geral de Saúde (DGS), nos primeiros seis meses deste ano, morreram 49 recém-nascidos com menos de sete dias de vida. Quanto a óbitos de bebés entre os sete e os 27 dias de vida, registaram-se 29. Entre os 28 dias e os 12 meses, foram 41 mortes.

Assim sendo, nos primeiros seis meses de 2022, Portugal registou uma taxa de mortalidade infantil de 3,1 óbitos por cada mil nados-vivos, valor que não era tão elevado há quatro anos. Em 2020 e em 2021 as taxas ficaram nos 2,43 e 2,4 óbitos respetivamente – as mais baixas taxas de mortalidade infantil de sempre, sublinha a DGS. Em 2019, o valor foi de 2,9 e em 2018 atingiu os 3,3.

Ainda assim, e quando se analisam os números absolutos (119 mortes no primeiro semestre deste ano), percebe-se que os mesmos estão até abaixo da média dos últimos nove anos para o mesmo período – 126 óbitos.

O aumento da mortalidade infantil acompanha a tendência da subida da mortalidade geral em Portugal, com o país a ocupar o primeiro lugar no que diz respeito ao excesso de mortalidade na Europa de 2016 a 2019 e também nos primeiros meses de 2022.

SO

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