3 Set, 2020

Número de vagas para médicos de saúde pública triplica

Este ano há mais 58 vagas para os hospitais, sendo que, em 2019, cerca de 30% dos lugares ficaram por ocupar. O novo concurso penaliza os médicos que recusam as vagas.

O Ministério da Saúde anunciou a abertura de 911 vagas para especialidades hospitalares e 39 para a saúde pública. Segundo o despacho publicado em Diário da República, em 2019, as vagas abertas para especialidades hospitalares foram 853 e para a saúde pública apenas 13, o que representa um aumento de 58 vagas para os hospitais e o triplo das vagas para recém-especialistas em saúde pública.

Em anos anteriores, foram muitos os postos de trabalho que ficaram por preencher. Das 853 vagas abertas para especialidades hospitalares, no ano de 2019, apenas 604 foram ocupadas e os médicos de saúde pública escolheram apenas 10 das 13 vagas disponíveis, de acordo com os dados do Ministério da Saúde.

Este aumento significativo de vagas é visto como “uma boa notícia” para muitos, diz Guida da Ponte, da Federação Nacional dos Médicos, em declarações ao jornal Público. Muitos dos médicos da especialidade encontram-se a trabalhar “sete dias por semana”, com os médicos dos hospitais a “fazer urgências sem parar” devido à pandemia da Covid-19, acrescenta.

Este ano o concurso tem uma novidade – os médicos que não ocuparem as vagas ficam impedidos de voltar a concorrer durante um determinado período, segundo o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

 

Vários hospitais do país com carência de médicos

 

Na habitual conferência de imprensa sobre a Covid-19, onde Marta Temido realçou o número de vagas abertas para os recém-especialistas, a ministra da Saúde foi questionada sobre as queixas de alguns hospitais do país de falta de médicos, nomeadamente em Beja, Évora, Santa Maria da Feira e Santarém. Marta Temido garantiu que têm sido acompanhadas as dificuldades de algumas instituições relacionadas com a carência de profissionais e em especial em algumas especialidades, como a pediatria.

Marta Temido sustentou que a pediatria é uma especialidade com “alguma carência por razões diversas”, existindo “vários hospitais no país que enfrentam dificuldades”.

“Estamos a considerar uma forma mais integrada de as abordar provavelmente interagindo com os serviços hospitalares e com a rede de serviços de saúde localmente no sentido de tentar encontrar fórmulas de projeto piloto que permitam dar uma melhor resposta”, precisou.

AR/LUSA

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