Médicos tentaram minimizar o impacto da greve ao reagendar as consultas e cirurgias

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares afirmou hoje que cirurgias e consultas são as mais afetadas pela greve dos médicos, mas revelou que muitas foram antecipadas ou reagendadas por iniciativa dos clínicos que aderem ao protesto

Alexandre Lourenço falava à agência Lusa a propósito da greve de dois dias dos médicos, que começou hoje, sobre a qual ainda não tem conhecimento dos níveis de adesão, embora saiba que são as cirurgias programadas e as consultas externas as mais afetadas.

Os hospitais, disse Alexandre Lourenço, tentaram minimizar o impacto da greve nos utentes, uma vez que, principalmente em relação às cirurgias, estes são “momentos importantes da vida das pessoas”.

“É importante dar um sinal de normalidade aos utentes, garantindo que estes têm os serviços que precisam”, adiantou.

Segundo Alexandre Lourenço, nos últimos dias, os médicos, nomeadamente aqueles que sabiam que iriam aderir ao protesto, promoveram o reagendamento das cirurgias e consultas e chegaram mesmo a antecipar alguns cuidados.

“Tanto a antecipação das cirurgias e consultas como o seu reagendamento é feito à custa de uma sobrecarga do trabalho dos clínicos, o qual não deve deixar de ser enaltecido”, disse Alexandre Lourenço.

A greve de hoje e quinta-feira é um protesto pela ausência de medidas concretas do Governo num conjunto de reivindicações sindicais que têm tentado estar a ser negociadas ao longo do último ano.

Limitação do trabalho suplementar a 150 horas anuais, em vez das atuais 200, imposição de um limite de 12 horas de trabalho em serviço de urgência e diminuição do número de utentes por médico de família são algumas das reivindicações sindicais.

De acordo com o SIM, a adesão a esta greve relativa ao turno das 00:00 às 08:00 de hoje terá sido de 100%, sendo cumpridos apenas os serviços mínimos.

LUSA/SO/CS

 

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