7 Mai, 2019

Médicos admitem fazer greve nacional em junho

Reunião desta tarde é decisiva. Secretário-geral do SIM acusa o Ministério da Saúde de empurrar médicos para a greve.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, critica a inação do Ministério da Saúde e admite que os médicos podem fazer uma greve nacional já em junho e greves setoriais nos serviços mais afetados pela falta de profissionais, avança o Jornal Económico.

Em declarações a este jornal, Roque da Cunha diz que “há uma grande possibilidade de o Ministério da Saúde conseguir os seus objectivos de empurrar os médicos para uma greve“. A decisão de avançar ou não para a greve será tomada hoje, depois de uma reunião com Marta Temido. Contudo, admite, os médicos não têm boas perspetivas relativamente ao encontro de hoje. “Lamentavelmente, o Ministério da Saúde, entre reuniões, não fez nada para que os motivos de insatisfação dos médicos fossem mitigados. Não fez qualquer contra proposta”.

Assim, a classe prepara-se para paralisar, de novo, hospitais e centros de saúde um pouco por todo o país. As greves setoriais vão servir para “mostrar que há urgências que trabalham abaixo dos mínimos”, refere o secretário-geral do SIM. A acontecer, a greve ocorrerá depois das eleições europeias de 26 de maio, previsivelmente durante o mês de junho.

Roque da Cunha garante que os médicos perderam, em 10 anos, 23% do poder de compra que tinham. Entre as reivindicações dos sindicatos está a redução do horário de trabalho na urgência de 18 horas para 12 horas semanais, o descongelamento da progressão salarial, a agilização e o lançamento dos concursos para carreira médica, a regulamentação do regime de disponibilidade dos médicos e a contratação de profissionais para o SNS, entre outras medidas.

Tiago Caeiro

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