22 Jul, 2021

Mais de metade dos bebés nascidos no último ano foram amamentados na 1.ª hora de vida

Os dados do Consórcio Português de Dados Obstétricos ajudam a ver a realidade de forma mais pormenorizada e oferecem dados relativos aos antecedentes e à manutenção da saúde materna.

Mais de metade dos bebés nascidos no último ano foram amamentados na primeira hora de vida e 58,8% tiveram um contacto pele-a-pele com a mãe logo após o nascimento. Os dados divulgados são do Consórcio Português de Dados Obstétricos (CPDO), que congrega 13 serviços de Obstetrícia e Ginecologia dos maiores hospitais portugueses.

De acordo com os dados, nos últimos 12 meses, nasceram mais de 21 300 bebés, sendo que deste total 1887 foram bebés pré-termo. Cerca de 11 788 (55,3%) foram amamentados na primeira hora de vida e 12 554 tiveram contacto pele-a-pele imediato.

Do total de nascimentos no último ano, 21 301 ocorreram no hospital, 30 no domicílio e 15 em transporte pré-hospitalar. Mais de 14 400 dos partos foram vaginas e 6503 foram por cesariana. Foram, ainda, registados 860 partos vaginais após cesariana.

Segundo revela a informação divulgada, a idade média das grávidas foi de 31,3 anos e, nos últimos 12 meses, houve mais de cem mulheres acima dos 45 anos a serem mães e mais de 1500 acima dos 40 anos. Ainda, o seu índice de massa corporal (IMC) médio foi de 25,2, o que está acima do peso normal, e mais de 3 mil mulheres que deram à luz sofriam de obesidade. Mais de 7500 tinham um IMC superior a 25, o que corresponde ao estado de pré-obesidade.

Quanto aos seus antecedentes, os dados mostram que quase 2 mil grávidas eram fumadoras, mais de 200 reportaram casos de alcoolismo recente e 31 de toxicodependência recente.

“Durante a pandemia houve dúvidas sobre se estava a haver mais ou menos nascimentos, ou mais grávidas com diabetes, e não tínhamos esses dados”, começou por afirmar o diretor do serviço de obstetrícia do Centro Hospital de Lisboa Norte. Segundo revela este programa de registos clínicos (Obscare), além de ajudar a observar a realidade forma mais pormenorizada, atual e rigorosa, permite “agregar muitos dados” e “a grande maioria dos hospitais universitários já o têm e muitos hospitais não universitários também”.

SO/LUSA

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