5 Dez, 2019

Novos medicamentos representam mais de metade do aumento da despesa

Esclerose múltipla, artrite reumatoide e hemato-oncologia foram as especialidades que mais beneficiaram com novos fármacos.

O Infarmed divulgou, esta terça-feira, o relatório da Estatística do Medicamento e Produtos de Saúde 2018, no qual se pode verificar um aumento de 109 milhões de euros de despesa com medicamentos em 2018 face ao período homólogo. Grande parte desse aumento deve-se às novas terapêuticas que emergiram no mercado português – 65 delas já aprovadas.

São exemplos disso os novos medicamentos para o tratamento da artrite reumatoide, hemato-oncologia e esclerose mútipla, terapêuticas que são, normalmente, bastante onerosas. Só os fármacos para o tratamento do cancro representaram um mais 58 milhões de euros de despesa.

Marta Temido reforçou que este aumento de despesa se deveu a novas terapêuticas em ambiente hospitalar, mas também “a novos doentes”, o que, de acordo com a ministra, constitui “um sinal expectável dentro do que é a evolução da despesa de saúde em termos das grandes tendências da evolução da despesa de saúde em geral nos sistemas de saúde dos nossos dias”.

Relativamente aos medicamos dispensados em ambulatório, em 2018 verificou-se um aumento na ordem dos 25 milhões de euros com o “crescimento da utilização dos medicamentos em geral, bem como dos medicamentos inovadores” para a Diabetes, mas não só – também os medicamentos destinados às doenças cardiovasculares e respiratórias contribuíram. No entanto, a introdução de genéricos para o VIH/Sida trouxe uma poupança de 16 milhões de euros, bem como outros medicamentos biossimilares para o tratamento de doenças autoimunes.

EQ/SO

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