2 Mai, 2019

Maio, mês do coração, da medição e contenção

O mês de Maio é o mês do coração, logo do cuidado e da medição da tensão arterial, já que a hipertensão é uma das condições que mais frequentemente originam problemas cardíacos.

É já pelo segundo ano consecutivo que a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) se associa ao maior registo mundial de hipertensão arterial (HTA), coordenado pela Sociedade Internacional de Hipertensão.

May Measurement Month é uma iniciativa apoiada pela World Hypertension League (WHL), cujo propósito passa pela sensibilização da população para a necessidade de estar atenta à sua pressão arterial, medindo-a com alguma frequência.

Esta atividade estará presente em vários centros de saúde e hospitais de norte a sul de Portugal, entre os quais o Centro de Saúde São João da Madeira, Hospital Egas Moniz, Hospital Garcia de Orta, não deixando para trás o interior de Portugal, sendo também este evento realizado no Hospital Pêro da Covilhã, Centro Hospitalar Entre Vouga e Douro e o Centro Hospitalar de Gaia e Espinho.

O Dr. Vítor Paixão Dias, presidente da SPH, explica que “o objetivo este ano é conseguir mais de 1000 rastreios de HTA, a juntar aos restantes países que por todo o mundo colaboram com a Sociedade Internacional de Hipertensão. Em dois anos já foram realizadas medições de PA a mais de 2.7 milhões de pessoas por todo o mundo – em 2017, os 1.2 milhões de rastreios identificaram mais de 150 mil pessoas com HTA previamente desconhecida, e mais de 100 mil com HTA mal controlada; já em 2018 foram rastreadas mais 1.5 milhões de pessoas com HTA, tendo em Portugal sido feitos mais de 900 registos.”

Especialmente neste mês em que se comemora o coração, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão quer enfatizar a importância de medir a Pressão Arterial (PA) com frequência. Segundo as normativas europeias, os valores de PA devem ser inferiores a 140/90 – acima é considerado hipertenso. Mas, para manter a pressão arterial nos parâmetros considerados normais pela comunidade científica há que adotar hábitos de vida saudáveis.

“Em Portugal, apesar de quase 75% dos hipertensos estar sob medicação, o controlo chega a pouco mais de 40%, e numa grande fatia este problema é causado pelo incumprimento da terapêutica”, refere o presidente da SPH.

“Infelizmente, muitos doentes não cumprem a medicação ou abandonam a mesma o que, por conseguinte, vai dificultar o controlo da doença. Abandonar a medicação porque já se está bem ou porque não se sentiu bem com os comprimidos ou ainda porque se sente bem com a tensão alta são alguns do mitos e equívocos responsáveis pela descontinuação do tratamento para a HTA. Deve existir, cada vez mais, a preocupação de promover terapêuticas e posologias simples e, simultaneamente eficazes, para aumentar a taxa de adesão ao tratamento. Nunca é demais reforçar a velha máxima de que um comprimido só faz efeito quando é tomado”, conclui Vítor Dias.

Erica Quaresma

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