4 Jun, 2021

Lisboa não deve avançar para a nova fase de desconfinamento

A capital está acima do limite de 120 casos por 100 mil habitantes e pode atingir os 240 casos dentro de uma a duas semanas.

O concelho de Lisboa passou a linha vermelha de incidência, tendo registado 177 casos por 100 mil habitantes, segundo dados da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Com estes valores, o mais provável é que a capital se mantenha na quarta fase de desconfinamento.

As estimativas da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa revelam ainda que dia 13 ou 14 de junho o concelho pode atingir a marca de 240 casos por 100 mil habitantes, o que, a confirmar-se, colocaria o concelho não só me risco de não avançar mas de ter de recuar no desconfinamento.

O relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) é publicado e vai esclarecer as próximas etapas de desconfinamento da cidade.

Alguns especialistas consideram esta situação preocupante e é muito complicado reduzir o índice de transmissibilidade (R(t)) e a incidência nos próximos dez dias, o que fará com que Lisboa não avance para a próxima fase de desconfinamento, que se inicia a 14 de junho.

Há também o risco de a capital recuar para a terceira fase de desconfinamento e ter mais restrições, pois as medidas apresentadas pelo governo referem que uma incidência de 120 casos por 100 mil habitantes suspende o avanço do concelho à fase seguinte, e se a incidência atingir os 240 casos o concelho recua.

As previsões para a próxima semana mostram que o risco de contágio pode aumentar ainda mais. O epidemiologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) Tiago Correia explicou ao Diário de Notícias que a cidade “corre um grande risco. É a semana dos Santos e, com ou sem festejos, vai haver excessos, surpreende-me que se possa pensar que as pessoas não vão sair ou que não se juntem em casas. É notório que os mais novos já desligaram completamente os comportamentos de proteção”. Acrescentando: “Parece-me difícil que em dez dias o R(t) baixe o suficiente para que a incidência fique abaixo dos 120 casos”.

Esta situação faz com que o epidemiologista acredite que “Lisboa não avançará para a nova fase do desconfinamento”, defendendo que “é preciso definir já um plano de atuação para os dias seguintes. Não podemos esperar cinco a seis dias para avançar com a testagem em massa, porque aí, se calhar, vamos assustar-nos com o número de casos, pois o risco teórico de chegar aos 240 casos por 100 mil habitantes pode acontecer”.

SO

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