O relatório sobre cancro realça que, a nível global, a experiência vivida pelas pessoas com a doença é “extremamente desigual”, com as hipóteses de sobrevivência a dependerem do país e da condição económica. Como positivo, realça a aposta na prevenção do cancro do colo do útero com a adesão à vacinação.
“Acesso Universal e Equitativo”, “Fuga Zero e Valorização da MGF” e “Governação Eficaz” são os três eixos principais de um documento de médicos de família apresentado à Ministra da Saúde, no final de maio. Paula Broeiro, Presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos, explica as medidas principais que têm como objetivo valorizar o papel da MGF e, por conseguinte, melhorar os cuidados prestados à população.
De acordo com o estudo português “Perceção da população portuguesa sobre as infeções sexualmente transmissíveis”, apresentado no ID Symposium 2026, 45% dos portugueses não realizam exames de rastreio e 59% têm vergonha de os fazer. Para Rita Maciel Barbosa, assistente Graduada em Medicina Geral e Familiar e coordenadora do Centro Integrado de Saúde Sexual do Porto, é preciso falar mais do assunto e desmistificar ideias como sexo oral é mais seguro mesmo sem preservativo.
Joana Castelhano, médica de família na USF Travessa da Saúde – ULS São José, começou por querer ir para a NASA, mas descobriu que é na Medicina Geral e Familiar (MGF) que é feliz. Desde a adolescência sempre se empenhou em projetos humanitários, de voluntariado, para dar resposta a populações muito vulneráveis. A exercer Medicina em Camarate, no mês do Médico de Família, conta-nos os desafios que tem enfrentado numa freguesia onde há vários problemas sociais graves, como violência doméstica e até fome. No final, deixa um apelo aos mais novos: não deixem que a pressão assistencial e os indicadores vos afastem da visão holística e humanitária, tão próprias da MGF.