ENTREVISTAS
Cancro do cérebro. “Por ser doença rara, há dificuldades no acesso a informação clara e fidedigna”
O cancro do cérebro é uma patologia rara, mas com forte impacto na vida de doentes e cuidadores. Renato Daniel, presidente da Associação Portuguesa de Cancro no Cérebro (APCCEREBRO) alerta para a falta de informação, assim como para o acesso desigual ao diagnóstico e tratamento e as falhas no apoio à saúde mental e reabilitação física.
ULS Matosinhos. “A articulação tem sido melhorada ao longo dos anos, mas ainda há muito a fazer”
A ULS Matosinhos foi criada em 1999 e foi pioneira a nível nacional. O Jornal Médico de Família falou com Joana Santos, diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS, para saber se ainda persistem desafios na articulação de cuidados.
“Os Cuidados Paliativos não tratam o fim da vida. Tratam a vida como ela é”
No Dia Mundial dos Cuidados Paliativos Pediátricos, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) e várias sociedades médicas lançaram um manifesto que denuncia a situação desta área em Portugal. Em entrevista ao SaúdeOnline, Cândida Cancelinha, vice-presidente da APCP e especialista em Cuidados Paliativos Pediátricos no Hospital Pediátrico de Coimbra, explica os desafios enfrentados pelas equipas – tanto de Cuidados Paliativos Pediátricos como de adultos –, o impacto para as famílias e a urgência de garantir uma cobertura mais equitativa e eficaz. Para a médica, os Cuidados Paliativos não tratam o fim da vida, mas sim a vida em toda a sua duração, assegurando qualidade, dignidade e apoio personalizado aos doentes e suas famílias.
“O farmacêutico pode ajudar o utente a maximizar os benefícios da canábis medicinal”
O papel do farmacêutico na dispensa de canábis medicinal é fundamental, segundo a farmacêutica Ângela Rodrigues, membro do Conselho Consultivo Científico do Observatório Português da Canábis Medicinal. Contudo, alerta que falta conhecimento técnico-científico e formação específica sobre estes medicamentos/substâncias.
“A idade por si só não deve ser suficiente para afastar um diagnóstico de cancro da mama”
No âmbito do “Outubro Rosa”, em entrevista ao SaúdeOnline, o oncologista Nuno Tavares, da Unidade Local de Saúde de São João e da Atrys Portugal, alerta para o subdiagnóstico do cancro da mama em mulheres jovens e sublinha a importância da literacia em saúde e do autoconhecimento corporal para a deteção precoce.
“Portugal deveria reconhecer a Geriatria como especialidade médica”
O reconhecimento da Geriatria como especialidade em Portugal deveria ser um passo fundamental para que haja um maior reconhecimento das suas mais-valias. Quem o defende é Francisco Tarazona, presidente da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia, que, em entrevista, aborda os diferentes modelos de cuidados geriátricos existentes em Espanha. O responsável participou na 8.ª Reunião do Núcleo de Estudos de Geriatria (NEGERMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), que decorreu nos dias 6 e 8 de outubro, em Espinho.
2025’ESC Guidelines. “Existem grandes novidades que vão mudar a prática clínica”
As guidelines da miocardite e pericardite, as da doença valvular e as das dislipidemias estarão em destaque no What´s New in 2025’ESC Guidelines. Lino Gonçalves, responsável pelo evento, avança que há “grandes novidades” e comenta alguns dos desafios que se enfrentam na prática clínica.
“A humanização dos cuidados tem de ser assumida como prioridade, com a excelência técnico-científica em paralelo com a excelência do humanismo”
A criação do Serviço de Humanização da ULS de Coimbra marca um compromisso em colocar a pessoa no centro dos cuidados de saúde. Dirigido pela cardiologista Sílvia Monteiro, o projeto aposta em três pilares: humanizar os cuidados ao doente, cuidar de quem cuida e transformar a cultura organizacional, promovendo uma saúde mais inclusiva e digna.
Cancro da mama. “O alargamento para os 45 anos é fundamental, mas não suficiente”
O cancro da mama continua a ser uma preocupação, segundo Emília Vieira, Presidente da Associação Amigas do Peito. A também cirurgiã realça que, apesar das inovações terapêuticas e do rastreio a partir dos 45 anos, ainda é preciso apostar na literacia.
“Todos os anos, cerca de 12 mil portugueses morrem devido ao tabaco”
O consumo de tabaco continua a ser um “problema significativo de saúde pública”, de acordo com Inês Luz, médica pneumologista do SAMS. No Dia do Ex-Fumador, a especialista alerta para os novos produtos de tabaco, que podem ser mais atrativos, e para a importância das consultas de cessação tabágica.



































