Intervenção nas comunidades: as experiências no terreno

A 6ª edição do Virology Meeting deu voz, pela primeira vez, às várias associações e projetos que atuam nas comunidades de risco, onde se encontram os indivíduos com maior risco de estarem ou virem a ser infetados. Num trabalho contínuo, resultado de um esforço muitas vezes invisível, fazem rastreios, acompanham o percurso dos doentes, agilizam o acesso à cascata de cuidados, cuidam da retenção nos cuidados e, em alguns casos, levam o tratamento até estas populações.

Ana Duarte

Junto das populações de risco

Há já três anos e meio que a Ser+, uma associação de base comunitária, tem em curso o projeto “Diagnosticar Precocemente na Linha de Cascais e Oeiras”. Este projeto atua nas populações de risco nesta zona da Área Metropolitana de Lisboa: trabalhadores do sexo; população sem-abrigo; utilizadores de drogas intravenosas; homens que fazem sexo com homens e populações migrantes.