22 Nov, 2021

Infeções respiratórias. Idas às urgências quase triplicaram num ano

Os restantes vírus, que circularam com pouca intensidade no ano passado, estão a regressar e a fazer aumentar o recurso às urgências.

Entre 8 e 14 de novembro de 2020, as urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) receberam 2279 doentes com infeções respiratórias. Na mesma semana de 2021, foram registados 6591 episódios semelhantes – quase o triplo -, revelam os dados disponibilizados no site do SNS, analisados pelo Público.

Numa análise mais geral, até esta quarta-feira (17 de novembro), o número total de episódios de urgências relativos a casos de gripe ou outras doenças respiratórias foi de 14 984, número superior ao registo durante todo o mês de novembro de 2020 (10 099).

Entre 8 e 14 de novembro, registaram-se 158 casos de gripe. No ano anterior, os casos de gripe foram mais reduzidos, com um total de 59 casos com esta infeção respiratória no mesmo período.

O pneumologista Filipe Froes sublinha que já estava prevista uma época com mais casos de gripe para este ano. “No ano passado não tivemos gripe em resultado de medidas como a utilização de máscara, a etiqueta respiratória e a higienização das mãos. Se foi bom, por outro lado, também fez aumentar para este o número de pessoas mais suscetíveis”, revela o especialista.

“A rede de vigilância da gripe em cuidados intensivos ainda não tem atividade detetada. O que estamos a ver é um aumento da atividade da gripe na comunidade, ainda sem tradução na gravidade. De qualquer maneira, não é habitual nesta altura e faz-nos antever uma maior atividade em breve”, acrescenta o médico.

Regista-se também uma maior atividade de outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR). “Habitualmente, não costumamos ter grande atividade gripal nesta altura do ano. Se já temos, significa que vem mais cedo e será mais intensa”, refere Filipe Froes.

Desta forma, a pressão sob dos hospitais (devido às infeções respiratórias e às restantes patologias), em relação ao ano passado, agravou-se, com o número de urgências a crescer 50% neste período e a taxa de hospitalização a aumentar para 11,5%.

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