4 Mai, 2017

Hospital de Loures: Bloco de Esquerda questiona Governo sobre eventual incumprimento da lei da parentalidade

O Bloco de Esquerda (BE) pediu no Parlamento esclarecimentos ao Governo sobre queixas dos trabalhadores do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, acerca do não cumprimento da lei da parentalidade e do condicionamento da atividade sindical

Em comunicado, o BE afirmou que, na sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) organizou uma ação de protesto junto ao Hospital Beatriz Ângelo para se queixar do não cumprimento da lei da parentalidade por parte da administração daquele equipamento hospitalar.

Ana Amaral, do STFPSSRA, em declarações à Lusa, referiu que os trabalhadores se queixam de não conseguir “dar a assistência necessária aos filhos”.

Outra das queixas do sindicato é que a administração do Hospital Beatriz Ângelo estaria a tentar condicionar a atividade sindical dentro da unidade hospitalar.

O Bloco de Esquerda informou que, na sequência destas críticas, decidiu questionar se o Ministério da Saúde tem conhecimento desta situação e se pretende tomar alguma medida.

“Que medidas pretende tomar para que os direitos dos trabalhadores relativos à assistência aos filhos sejam realmente cumpridos?”, questionam os bloquistas.

Por seu turno, fonte do hospital Beatriz Ângelo rejeitou “liminarmente qualquer acusação” do sindicato.

“Não violamos qualquer lei da parentalidade”, afirmou a fonte.

Já na sexta-feira, quando confrontada pela Lusa, a mesma fonte do hospital Beatriz Ângelo tinha negado qualquer tentativa de condicionar a atividade do sindicato, ressalvando que existe “boa vontade em procurar responder às necessidades dos trabalhadores”.

“A única coisa que pedimos à delegada sindical foi que avisasse os serviços do hospital com mais antecedência quando tivesse alguma atividade do sindicato. A antecedência é necessária para poder reajustar as escalas de serviço”, explicou a fonte.

Relativamente ao não cumprimento da lei da parentalidade, a mesma fonte referiu que a administração desconhece qualquer queixa, mas que haverá oportunidade de discutir essas questões numa reunião que se irá realizar brevemente com o sindicato.

LUSA/SO/CS

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