9 Mar, 2026

Hospital de Évora usa sistema com IA para reforçar rastreio do cancro do colo do útero

Com este sistema, será possível assegurar o rastreio do cancro do colo do útero em toda a região do Alentejo, utilizando a genotipagem como teste primário e recorrendo à citologia nos casos indicados.

Hospital de Évora usa sistema com IA para reforçar rastreio do cancro do colo do útero

Um sistema que utiliza Inteligência Artificial (IA) para aumentar a precisão do rastreio do cancro do colo do útero começou a ser utilizado no Hospital do Espírito Santo de Évora, tornando-se esta a primeira instituição pública do país a implementar este método. Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), responsável pela gestão da unidade hospitalar, indicou que o sistema — denominado Genius Digital Imager — é um sistema digital de citologia ginecológica que combina algoritmos de IA com análise de imagem de alta resolução.

Segundo a entidade, o objetivo da tecnologia é permitir a identificação precoce de lesões pré-cancerosas e cancerosas no colo do útero, aumentando a eficácia do rastreio. Citado no comunicado, o diretor do Serviço de Anatomia Patológica da ULSAC, Carlos Quintana, considerou que a introdução desta tecnologia no hospital de Évora representa “um marco na prestação de cuidados à população alentejana”.

O responsável explicou que, com este sistema, será possível assegurar o rastreio em toda a região do Alentejo, utilizando a genotipagem como teste primário e recorrendo à citologia nos casos indicados. “A prevenção é a nossa ferramenta contra o cancro do colo do útero”, destacou o médico, acrescentando que a nova tecnologia permite aos profissionais identificar precocemente situações de maior risco com elevados padrões de qualidade, segurança e rapidez.

De acordo com a ULSAC, o novo método permite que o processo de diagnóstico deixe de depender exclusivamente da observação manual ao microscópio, passando para um ambiente digital de alta resolução onde a IA assinala áreas suspeitas para revisão pelos citotécnicos.

A instituição sublinha que o sistema não substitui a avaliação clínica dos profissionais, mas reforça a capacidade de deteção e validação, tornando o rastreio na região “mais consistente e preciso”. Entre os principais benefícios apontados estão diagnósticos mais rigorosos através da triagem assistida por computador, maior eficiência no fluxo de trabalho digital e uma forte rastreabilidade, uma vez que todo o processo passa a ser monitorizado digitalmente.

A ULSAC recorda ainda que a combinação da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) com métodos de diagnóstico avançados constitui atualmente uma das estratégias mais eficazes para combater a doença e reduzir a mortalidade associada ao cancro do colo do útero.

SO/LUSA

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