19 Fev, 2019

Hospital das Caldas da Rainha encaminha doentes não urgentes para centros de saúde

Medida pode reduzir em 40% os atendimentos naquele serviço, afirma a administração.

O “encaminhamento voluntário de utentes triados com pulseiras verdes (pouco urgentes) e azuis (não urgentes)” para as Unidades de Saúde Familiar (USF) insere-se num projeto-piloto visando “o correto e atempado atendimento dos doentes”, disse hoje à agência Lusa Elsa Baião, presidente do Conselho de Administração (CA) do CHO – Centro Hospitalar do Oeste.

O projeto resulta de um protocolo de cooperação entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e o Centro Hospitalar do Oeste, que Elsa Baião estima poder resultar “numa redução de cerca de 40% dos doentes consultados no Serviço de Urgência” do Hospital das Caldas da Rainha.

De acordo Elsa Baião, em 2018 foram atendidos no serviço de ugência geral das Caldas da Rainha 42.723 doentes, dos quais “12 mil com pulseira azul e verde”.

Já nos três hospitais do CHO, as consultas nas urgências totalizaram em 2018 177 mil, das quais 47 mil foram a doentes com pulseiras azul e verde.

O acordo assinado no dia 14 envolve três unidades de saúde familiar do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Norte, nomeadamente a USF Tornada, a USF Bordalo Pinheiro e a USF Rainha D. Leonor, nas quais o Hospital “pode marcar consultas para os casos não urgentes, no próprio dia ou no dia seguinte”.

A marcação da consulta pressupõe “o consentimento do doente” e aqueles que optarem “por este procedimento ficam isentos de pagamento de taxa moderadora relativa ao episódio de urgência hospitalar”, divulgou o CHO em comunicado.

“Os utentes triados com as cores verdes e azuis apresentam patologias que podem ser geridas pelos médicos de família”, afirmou Ana Pisco, diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte, citada no comunicado, sustentando que a medida pretende “solucionar o problema de saúde dessas pessoas de forma mais rápida e assertiva”.

O encaminhamento dos doentes está ainda “em fase de divulgação junto dos profissionais e dos utentes”, acrescentou Elsa Baião, convicta de que “a adesão a esta solução irá aumentar, permitindo ao projeto alocar melhor os recursos do hospital aos casos efetivamente urgentes”.

O encaminhamento não se aplica a utentes “em idade pediátrica, grávidas, puérperas ou utentes do foro da urgência ginecológica, pessoas em maca ou encaminhadas pela Linha SNS 24 para a urgência hospitalar, utentes encaminhados pelo INEM/CODU ou utentes encaminhados pelos centros de saúde”, explicou o CHO no comunicado.

O documento incluiu ainda a recomendação de que, “nesta época de inverno, os cidadãos sigam as recomendações da Direção-Geral da Saúde sobre as consequências das temperaturas baixas e recorram em primeiro lugar à Linha SNS 24 – 808 24 24 24 – e aos cuidados de saúde primários, antes de se dirigirem às urgências dos hospitais”.

O CHO integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

O ACES Oeste Norte presta cuidados de saúde primários à população dos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, num total de cerca de 200.000 utentes.

LUSA

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