21 Jun, 2022

Hospitais privados já fazem quase 30% dos partos em Lisboa e Vale do Tejo

Partos no privado continuam a aumentar, uma situação que tem acentuado a saída de profissionais especialistas em Obstetrícia do SNS.

Os hospitais privados continuam a aumentar o peso no total de partos realizados em Portugal. Em Lisboa e Vale do Tejo, as unidades dos grupos de saúde privados – CUF, Luz Saúde e Lusíadas Saúde – realizaram já, em 2021, 28,5% do total de partos nesta região, avança o jornal Público.

Só o Hospital CUF Descobertas (Lisboa) fez 2916 partos no ano passado. Já o Hospital da Luz Lisboa fez 2898 , um novo máximo para esta unidade. Em qualquer um destes dois hospitais nasceram mais bebés do que, por exemplo, na Maternidade Alfredo da Costa, que registou, em 2021, 2866 nascimentos. Já nos dois hospitais do grupo Lusíadas Saúde (em Lisboa e na Amadora) nasceram 3529 bebés.

Desta forma, percebe-se que os privados já fazem mais partos do que a Maternidade Alfredo da Costa, o Hospital Garcia de Orta, o Hospital Amadora-Sintra, o Hospital de Loures, o Hospital de Santa Maria e o São Francisco Xavier.

Entre as razões para o aumento de partos no privado estão o aumento dos seguros de saúde e o facto de muitas das maternidades públicas não permitirem a presença do pai durante o parto (fator muito valorizado pelos casais), diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, Nuno Clode. Outro fator que afasta as grávidas dos hospitais públicos são as condições das instalações no SNS.

O aumento dos nascimentos no privado, que já se verifica há vários anos, é um dos fatores que tem acentuado a saída de profissionais especialistas em Obstetrícia do SNS.

No entanto, existem grandes disparidades no que diz respeito ao peso dos privados no total de partos entre as várias regiões do país. Enquanto em Lisboa, quase 30% dos partos são realizados no privado, no Norte, por exemplo, os hospitais públicos concentram 87,5% dos partos.

SO

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