15 Mai, 2017

Hospitais do Centro reforçam resposta às necessidades cirúrgicas

A administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) garantiu hoje que os hospitais da região Centro registaram, no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 6,5% na cirurgia programada

A média do tempo de espera dos operados na região Centro encontrava-se “nos 2,8 meses no final do primeiro trimestre de 2017, em linha com os valores registados a nível nacional”, refere, em comunicado.

A ACSS reagia assim a uma denúncia feita ao JN pela Ordem dos Médicos, segundo a qual “todas as semanas há dezenas de cirurgias programadas que são canceladas nos hospitais públicos da região Centro por falta de anestesistas”.

Segundo a ACSS, o aumento de 6,5% na atividade cirúrgica programada “resulta do reforço dos investimentos e dos recursos que têm existido nas respostas que o SNS (Serviço Nacional de Saúde) disponibiliza na região Centro, à semelhança do que acontece a nível nacional”.

Este aumento deve-se também à “rentabilização da capacidade cirúrgica instalada nas instituições da região, sendo que o volume total de operados padrão por sala de bloco na região Centro é superior em 7,7% ao valor médio nacional, de acordo com os dados do primeiro trimestre de 2017”, sublinha.

A mesma fonte refere que, “para além dos elevados níveis de produtividade cirúrgica”, no final de março existiam “216 médicos especialistas de anestesia a desempenhar funções nas instituições hospitalares da região Centro, aos quais acrescem, ainda, 69 médicos especialistas em formação (internos da especialidade de anestesiologia) na região”.

Ou seja, trata-se de “um total de 16 anestesistas por 100.000 habitantes na região Centro, acima dos 14,7 anestesistas por 100.000 que desempenham funções no SNS”, frisa.

A ACSS acrescenta que os utentes do SNS, e os da região Centro em particular, “têm um elevado nível de acesso à atividade cirúrgica”.

“O número de entradas em lista cirúrgica na região Centro foi de 68,4 por 1.000 habitantes no total do ano de 2016, ligeiramente acima dos elevados valores registados a nível nacional (66,2)”, e “o número de episódios cirúrgicos que foram cancelados no ano de 2016 reduziu-se em 13,8% na região Centro, contribuindo assim para o reforço efetivo da resposta às necessidades cirúrgicas dos utentes desta região”, acrescenta.

LUSA/SO/SF

 

Gedeon Richter

 

 

 

 

 

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