Hipertensão Arterial. Taxa de controlo de até 82% em cuidados primários
O estudo GPHT-PT, sobre hipertensão arterial, vai entrar numa segunda fase. Os autores lembram a importância de estratégias estruturadas, que permitem uma taxa de controlo de até 82% nos cuidados primários, quando ainda se está longe de controlar a doença.

A hipertensão arterial continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo e o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares. Mas, de acordo com o estudo GPHT-PT, uma abordagem baseada nas guidelines internacionais e no seguimento próximo dos doentes pode levar a uma taxa de controlo de até 82% em cuidados de saúde primários (CSP).
O estudo foi conduzido pelos médicos Jorge Polónia, consultor de Medicina Interna na ULS de Matosinhos e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e Raul Marques Pereira, especialista de Medicina Geral e Familiar na ULS do Alto Minho.
Os resultados foram publicados na revista científica Blood Pressure (2024) e demonstram que é possível melhorar o controlo da hipertensão, quando se aplicam estratégias terapêuticas estruturadas. Contudo, também se alerta que “menos de metade dos doentes hipertensos em Portugal estão medicados e apenas 11,2% têm a pressão arterial controlada”. Apesar de outros, como o PHYSA, apresentarem um controlo um pouco melhor (42%), continua a ser exigida “uma resposta mais robusta e uniforme por parte do sistema de saúde”.
E para que não se pare de apostar no controlo da hipertensão, encontra-se já em preparação a segunda fase do estudo GPHT-PT, que irá continuar a acompanhar os mesmos doentes para avaliar a eficácia das intervenções implementadas. “Esta nova etapa será uma oportunidade para transformar os bons resultados em boas práticas sistemáticas em todo o sistema de saúde, reforçando a equidade e a eficácia do controlo da hipertensão em Portugal”, afirma Jorge Polónia.
Além disso, acrescenta, “este trabalho reforça o papel da Medicina Geral e Familiar e da organização dos CSP na resposta à hipertensão. A estratégia deve continuar a apostar na educação para a saúde, nos rastreios e na adesão à terapêutica”.
SO/COMUNICADO
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