5 Mai, 2021

Higiene das mãos pode salvar oito milhões de vidas por ano

A DGS relembra a importância de se perpetuar esta prática para além da pandemia e promove os seus benefícios.

No Dia Mundial da Higiene das Mãos, assinalado a 5 de maio, a Direção-Geral da Saúde (DGS) procura reforçar que o comportamento de higienização das mãos, além de ser muito simples, pode proteger-nos de infeções e reduz significativamente a transmissão de micróbios de pessoa para pessoa.

Segundo disse, à Lusa, o diretor de Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência a Antimicrobianos (PPCIRA), José Artur Paiva, “a criação de uma cultura de higiene das mãos é algo que demora muito pouco tempo, são 20 segundos que salvam vidas”. Assim, o médico reforçou que “esta prática simples (…) é capaz de salvar oito milhões” do total da população a nível mundial.

Tal como salienta o diretor, desde o início da sua monitorização em 2009, tem-se registado um aumento significativo de adesão a esta prática por parte dos profissionais de saúde. “Este aumento foi muito marcado e alavancado pela questão da covid-19”, recordando que se verificou um crescimento de 76% para 83% de adoção de procedimentos que garantem a higiene das mãos neste âmbito profissional.

Promovido anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), José Artur Paiva ressalta que, este ano, o enfoque deste dia assenta em transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, uma vez que “a higiene das mãos é algo que extravasa para fora das unidades de saúde e é uma prática cultural de todos nós”.

Assim, o PPCIRA optou por direcionar a sua mensagem especialmente para as crianças e jovens, exclusivamente pelo papel que desempenham dentro do seu seio familiar, “como educadores e mobilizadores”, afirmou o especialista de Medicina Intensiva.

José Artur Paiva aproveitou esta oportunidade para reforçar a necessidade de se manter estes comportamentos preventivos de transmissão de vírus e de infeções, calcados pela pandemia, para além deste período. “Há uma série de comportamentos, tanto ao nível dos profissionais de saúde, como ao nível da cidadania, que faz sentido perdurar”.

Para além da diminuição deste risco de transmissão, também é salientado um “legado positivo” deixado por meio da adesão a estas práticas, nomeadamente a notável redução do consumo de antibióticos. De acordo com o especialista, tudo se deve à “prática melhorada da etiqueta respiratória e higiene das mãos”.

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