11 Dez, 2025

Governo destaca relevância do novo curso de Medicina da UTAD, a abrir em 2026/27

Os ministros da Saúde e da Educação sublinharam a importância estratégica do mestrado integrado em Medicina que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai abrir em 2026/27. O Governo está a preparar o contrato-programa que garantirá os recursos necessários, apesar da crise institucional que a universidade atravessa.

Governo destaca relevância do novo curso de Medicina da UTAD, a abrir em 2026/27

Os ministros da Saúde e da Educação reforçaram, em Vila Real, a “enorme importância” do mestrado integrado em Medicina que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai lançar no ano letivo de 2026/27, um projeto considerado determinante para a região e para o país.

Ana Paula Martins e Fernando Alexandre reuniram-se com a comissão instaladora do curso, a equipa reitoral, médicos e dirigentes da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), parceira central na implementação da nova formação.

O encontro serviu para iniciar os trabalhos relativos ao contrato-programa que permitirá operacionalizar o mestrado e que, segundo o ministro da Educação, terá de estar assinado antes do próximo ano letivo pela nova equipa reitoral da UTAD.

A universidade vive desde março uma crise institucional, resultante do impasse na constituição do Conselho Geral, órgão responsável pela eleição do reitor. A situação agravou-se em setembro, com a saída do então reitor, levando à nomeação de uma equipa interina. As eleições para o Conselho Geral estão marcadas para 24 de fevereiro.

Fernando Alexandre voltou a alertar para o “grande prejuízo” que a indefinição causa à instituição e reiterou a necessidade de eleger rapidamente um Conselho Geral completo que possa nomear um reitor legitimado.

Embora os trabalhos preparatórios avancem com a equipa interina, o ministro deixou claro que o contrato-programa terá de ser formalizado apenas com o reitor eleito. O documento envolverá os ministérios da Educação, Ciência e Inovação, e Saúde, a UTAD e a ULSTMAD, e é considerado crucial para a qualidade dos cuidados de saúde na região.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, destacou igualmente o impacto do novo curso para o Serviço Nacional de Saúde, sublinhando a importância de formar mais médicos em contexto de interioridade e de criar condições para que possam fixar-se na região após o término da formação.

A governante lembrou ainda que os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na ULSTMAD têm sido feitos já a pensar na futura formação médica, nomeadamente no centro de simulação clínica instalado no hospital de Vila Real.

A vice-reitora Carla Amaral adiantou que existe um financiamento de 1,7 milhões de euros, através do PRR, para aquisição de equipamento de simulação, que permitirá criar um mini-hospital de treino para os estudantes. Mostrou-se confiante de que a crise institucional será ultrapassada e de que a academia está preparada para avançar.

O novo mestrado integrado prevê a formação de 40 estudantes por ano e assenta numa metodologia de ensino em pequenos grupos. Para garantir a articulação entre os contextos académico e clínico, foi também desenvolvido um sistema de transportes entre a UTAD e as unidades da ULS, que inclui os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego, além de 23 centros de saúde.

LUSA/SO

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