14 Jan, 2021

Garcia de Orta esgotou camas Covid e já transfere doentes para o Porto

Hospital tem as 155 camas destinadas a doentes Covid já ocupadas e já se viu obrigado a transferir doentes para outras unidades.

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, tem as 155 camas afetas à covid-19 ocupadas, anunciou a instituição, sublinhando que a sua capacidade “está para além do seu nível máximo” do Plano de Contingência.

Segundo o hospital, o Plano de Contingência previa inicialmente um total de 66 camas em enfermaria e nove de cuidados intensivos, destinadas a doentes covid-19.

“O Hospital Garcia de Orta regista um total de 155 doentes positivos por infeção por SARS-COV-2, dos quais 136 estão internados em enfermaria, 18 doentes em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e um doente internado em Unidade de Hospitalização Domiciliária”, adianta em comunicado.

O hospital adianta que dispõe de 155 camas afetas à covid-19, que representam perto de 30% do total de camas de agudos, depois de ter convertido na terça-feira mais 16 camas não covid de enfermarias cirúrgicas para o tratamento adicional de doentes infetados com o vírus SARS-CoV-2.

 

Hospital aumentou camas em UCI

 

Desde terça-feira, “não tem existido disponibilidade de vagas para transferir doentes do HGO, positivos para a covid-19”, salienta o hospital, que dispõe de um total de 520 camas, excluindo berçário e a Unidade de Hospitalização Domiciliária.

Na passada sexta-feira, o HGO aumentou a sua capacidade de resposta em cuidados intensivos para um total de 28 camas, com a disponibilização adicional de quatro camas.

A instituição afirma que continua a adotar medidas adicionais para responder à “pressão assistencial” que se mantém elevada nesta unidade hospitalar, tendo transferido doentes para o Norte do país.

Cinco doentes foram transferidos para a Unidade Local de Saúde de Matosinhos e outros cinco para o Centro Hospitalar Universitário do Porto.

Foram também direcionados doentes para outros hospitais da Região de Lisboa que necessitavam de cuidados intensivos, no âmbito do funcionamento, em rede dos hospitais que tem sido assegurado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Na Região de Lisboa de Vale do Tejo, o HGO tem sido um dos hospitais com maior volume de doentes infetados por SARS-COV-2, internados em enfermaria. “No universo dos hospitais desta região, o HGO tem mantido uma taxa de esforço elevada e contínua, na ordem dos 30%, para prestar cuidados a doentes covid-19”, sublinha.

Até final do mês de janeiro, o HGO prevê abrir uma nova Unidade contentorizada de internamento e uma outra, destinada ao circuito externo para doentes respiratórios do Serviço de Urgência Geral.

Desde o início da pandemia, o Hospital adotou diferentes medidas para melhorar o acesso à prestação de cuidados a todos os doentes, como a criação no Serviço de Medicina Intensiva de seis quartos individuais de pressão negativa e a ampliação Unidade de Cuidados Intensivos.

O hospital está a reavaliar a Lista de Espera de Inscritos para Cirurgia para relançar a contratação de salas cirúrgicas fora do HGO, com equipas cirúrgicas do Garcia de Orta durante este mês.

LUSA

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