14 Mai, 2024

FNAM, SIM e Ordem dos Médicos participaram em reunião europeia para debater dificuldades da profissão

Com o intuito de "debater as dificuldades que a profissão médica enfrenta a nível europeu", a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) integrou a delegação portuguesa que esteve em Berlim, na 5ª Assembleia Geral conjunta da Federação Europeia de Médicos (FEMS) e da Associação Europeia de Médicos Hospitalares (AEMH).

Nos dias 10 e 11 de maio, uma delegação portuguesa, constituída por representantes da FNAM, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e da Ordem dos Médicos, esteve em Berlim para fazer “o ponto de situação em que os médicos se encontram nos países europeus”, revela a federação numa nota divulgada.

Durante a reunião ficou decidido que a delegação portuguesa será a responsável por organizar a reunião da FEMS na primavera de 2025, no Porto.

Durante a reunião foram apresentados os resultados preliminares dos questionários que vão formar o Livro Branco FEMS relativo às desigualdades salariais na carreira médica, satisfação com o  trabalho médico, idade de reforma, questões de género e financiamento da saúde nos vários países europeus. “Ficou evidente que Portugal é dos países com salários mais baixos, idade de reforma mais avançada e menor satisfação com a profissão”, destaca a FNAM.

“O problema da falta de médicos é transversal a quase todos os países e deve-se à sobrecarga de trabalho, dificuldades em conciliar a vida profissional e pessoal, salários insuficientes em alguns países, sobretudo no sul da Europa, e levam à fuga de médicos para o setor privado e emigração, para países com melhores condições de trabalho.”

Ainda assim, a federação portuguesa indica que, no contexto nacional, “ficou patente a falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as dificuldades com a nova organização do SNS em Unidades Locais de Saúde e o potencial impacto da alteração dos Estatutos da Ordem dos Médicos na prática clínica.”

Neste sentido, a FNAM argumenta que os sindicatos, juntamente com a Ordem dos Médicos, continuam a exigir “mudanças concretas nas políticas de saúde, a valorização e dignificação da profissão médica, bem como a defesa do SNS.”

 

CG/COMUNICADO

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