FNAM defende Saúde Pública no Alentejo e no Algarve baseada nas necessidades regionais

“O Ministério da Saúde liderado por Ana Paula Martins, apesar de estar em gestão, tenta avançar com uma reorganização do mapa da Saúde Pública (SP), que viola a Lei e prejudica a população por limitar o acesso a cuidados de saúde”, critica a Federação Nacional do Médico.

FNAM defende Saúde Pública no Alentejo e no Algarve baseada nas necessidades regionais

A proposta da tutela para a Saúde Pública, que prevê a redução de cinco (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve) para três Delegações Regionais de Saúde (Norte, Centro, Sul) é vista pela FNAM como “um atentado grave à organização descentralizada da prestação de cuidados de saúde em Portugal”.

Continuando: “É uma afronta às populações do Alentejo e do Algarve e aos médicos de Saúde Pública, que pressupõe a existência de um Delegado de Saúde Regional, com funções de autoridade de saúde.”

Considera-se, mesmo, que a proposta do Governo viola a lei.

A FNAM defende, desta forma, a autonomia, porque cada região tem a suas próprias especificidades.  Na sua perspetiva,  esta medida irá acentuar as desigualdades na prestação de serviços de saúde, “perpetuando a falta de acesso a cuidados adequados e limitando a capacidade de uma resposta próxima às populações locais”.

“Tanto o Alentejo como o Algarve têm uma carência extrema de médicos e demais profissionais de saúde, onde a população tem limitação ao acesso a serviços especializados, além de enfrentarem uma dispersão geográfica e a sazonalidade.”

No entender da FNAM, “o Alentejo e o Algarve não podem continuar a ser tratados como meras extensões da capital, nem como simples destinos de verão, que apenas importam quando a população flutuante aumenta”.

MJG

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