21 Nov, 2018

Filme “Doutores Palhaços” estreia amanhã nas salas de cinema

Ao fim de 16 anos a arrancar sorrisos a milhares de crianças hospitalizadas, a Operação Nariz Vermelho vai mostrar ao público o que fazem os homens e mulheres que todos os dias se vestem de palhaços para melhorem (um pouco) a vida de crianças presas a uma cama de hospital. Ir ao cinema significar doar uma parte da receita à Operação.

Um verdadeiro “murro no estômago”, intenso e arrebatador, é o que se pode esperar do documentário “Doutores Palhaços”, da produtora portuguesa Força Maior, que estreia nos cinemas UCI no dia 22 de novembro e que explora a missão dos Narizes Vermelhos, desde a sua fundação, em 2002.

Onde o sofrimento impera, os Doutores Palhaços, especialistas em sorrisos, avivam a esperança e aliviam a dor aos pacientes, familiares e corpo clínico dos hospitais. O seu efeito junto de quem mais precisa é desvendado ao longo do documentário, que acompanha as equipas presentes em cinco dos quinze hospitais nacionais abrangidos pelas visitas da Operação Nariz Vermelho: o IPO de Lisboa, Hospital D. Estefânia, Hospital Amadora-Sintra, Hospital Pediátrico de Coimbra e Centro Materno Infantil do Norte.

“Este projeto é um sonho antigo da Operação Nariz Vermelho”, admite Magda Ferro, diretora de comunicação da Operação, que completou 15 anos de existência em 2017. “O documentário acompanha a Operação desde a sua fundação e acompanha a nossa missão dentro dos hospitais”, explica.

Os Doutores Palhaços fazem, junto das crianças, um trabalho personalizado, “pensado a partir das necessidades específicas de cada uma”. O objetivo é que, nem que seja por breves instantes, estas possam esquecer a doença que as levou ao internamento. É um trabalho de paciência, de conquista permanente da confiança das crianças aquele que os Doutores a fingir fazem todos os dias.

Fernando Escrich é diretor artístico da Operação Nariz Vermelho há quase um ano. No brasil, onde nasceu, fazia parte de um projeto semelhante: os Doutores de Alegria. “A linguagem de palhaço é universal”, garante Fernando, que começou a levar sorrisos a crianças internadas há já 26 anos e não mais parou.

Do brasil traz uma história que o marcou. Um rapaz, que Fernando visitava no hospital e com quem criou uma relação especial, veio a tornar-se médico. “Quando ele saiu do hospital, desapareceu. Muitos anos depois, estava no corredor de um hospital e estava um médico a chamar-me ‘Doutor Palhaço’. Ele disse-me que eu tinha cuidado dele há muito tempo e que quis ser médico por causa de mim. Foi muito emocionante”, conta.

Em Portugal, a equipa de ‘palhaços’ conta atualmente com 26 pessoas e chega a 15 unidades hospitalares espalhadas pelo país e a cerca de 45 mil crianças. Todos os ‘palhaços’ recebem formação, têm um vínculo com a Operação Nariz Vermelho e são remunerados.

O filme explora a missão dos Narizes Vermelhos, desde a sua fundação, em 2002, altura em que Beatriz Quintella, a Dra. Da Graça, propôs ao Hospital D. Estefânia levar a sua personagem de palhaço às crianças, até aos dias de hoje.

 

Doutores Palhaços

 

Ao alcançar o 15º aniversário, em 2017, a Operação considerou ter chegado o momento de dar a conhecer ao público a experiência destes “portadores de sorrisos”. Segundo o produtor e fundador da Força Maior, João Fonseca, “acompanhámos o dia-a-dia de 11 Palhaços e conseguimos que partilhassem connosco as razões que os levaram a apostarem nesta missão, as suas experiências com crianças em tratamento e a forma criativa que vão encontrando para fazerem sorrir quem, tantas vezes, não tem vontade nem força anímica para tal.” O produtor acrescentou ainda: “Esta notável equipa de palhaços, artistas profissionais, de diferentes idades, origens e percursos de vida, mostra-nos o empenho e o esforço de trazer sorrisos àqueles a quem a vida pregou uma rasteira demasiado cedo”.

Além dos testemunhos de alguns dos palhaços, o documentário inclui depoimentos dos profissionais de saúde e dos familiares das crianças internadas, que sublinham a relevância do trabalho da Operação Nariz Vermelho, optando por não mascarar a realidade dura e crua das rotinas de cada um. “Receber a visita particular de um Doutor Palhaço é uma experiência fantástica e muito especial para uma criança. Quando um palhaço entra num hospital é um evento tão inesperado que transporta as pessoas automaticamente para o momento presente. É esta a nossa maior dádiva, porque nesse espaço mágico tudo é possível”, acrescenta Magda Ferro.

Saúde Online / Comunicado

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