25 Mar, 2022

Farmácias podem ficar sem stock de medicamentos mais baratos

Indústria farmacêutica alega que o aumento de custos, agravado pela guerra, está a esmagar as margens de lucro e pede ao governo uma revisão em alta dos preços de venda dos medicamentos.

Os medicamentos mais baratos podem desaparecer das farmácias devido ao aumento dos custos de produção, situação agravada pela guerra na Ucrânia e que está a diminuir drasticamente as margens (já curtas, no caso destes fármacos) de comercialização, avança o Jornal de Notícias.

As empresas farmacêuticas estão a pedir revisões excecionais dos preços – perante a impossibilidade legal de os aumentarem – e preparam-se para apresentar propostas ao Governo, uma vez identificadas as situações mais críticas.

“Com os aumentos que estamos a ver, em termos de energia, transportes, dificuldades de abastecimento, mão de obra e um custo final tabelado, a margem pode deixar de interessar“, alerta António Chaves Costa, vogal tesoureiro da Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica).

Os medicamentos que correm o maior risco de desaparecerem, diz, são os mais baratos, com pouco volume de vendas e nos quais existe dificuldade em garantir matéria-prima. Tal cenária prejudicaria não só os doentes (obrigados a optar por fármacos mais caros) mas também o Estado (que teria de desembolsar mais verba para comparticipações).

Agora, a indústria farmacêutica defende que se deve agilizar a revisão excecional de preços, ao invés de os tramites do processo conforme prevê a lei, um procedimento “burocrático e moroso”, que poderia demorar um ano.

SO

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