28 Fev, 2022

Faltam mais de cem farmacêuticos no SNS, alerta bastonário

Hélder Mota-Filipe pede também que se acompanhe a evolução tecnológica na farmácia hospitalar, de modo a que “os farmacêuticos consigam libertar-se” para a intervenção clínica.

Faltam mais de cem farmacêuticos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), alerta o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Hélder Mota-Filipe, em entrevista ao Público. O antigo presidente do Infarmed também reforçou a falta de “condições nas farmácias hospitalares”, “um aspeto que é uma prioridade” do seu mandato.

Tendo em consideração que “os serviços farmacêuticos hospitalares têm uma complexidade do ponto de vista tecnológico e do ponto de vista informático cada vez maior”, “é preciso que se acompanhe esta evolução tecnológica na farmácia hospitalar, para que os farmacêuticos consigam libertar-se para um outro aspeto cada vez mais importante, que é a intervenção clínica dentro das instituições”.

Como são estes “os profissionais que permitem uma melhor utilização e gestão da terapêutica medicamentosa” dentro dos vários serviços clínicos, é importante que estes discutam com os médicos, a fim de se chegar à “melhor terapêutica”, o que sublinha também a “importância de se desenvolver competências que permitam o reconhecimento e o desenvolvimento específico de subespecialidades”.

“A criação da carreira foi um passo importante, mas é o primeiro passo”, diz Hélder Mota-Filipe. “Agora é preciso garantir que a carreira é implementada adequadamente, que permite progressões e desenvolver estes aspetos de diferenciação”, sendo fundamental “discutir o desenvolvimento da carreira também nos hospitais privados”.

SO

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