29 Out, 2021

Saíram 200 profissionais do IPO de Lisboa desde o início do ano

O presidente do conselho de administração tem vindo a denunciar a falta de recursos humanos, que é o principal problema do IPO de Lisboa.

Segundo avança hoje o jornal Público, desde o início do ano de 2021 que cessaram funções no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa cerca de 200 funcionários de várias áreas, nomeadamente enfermeiros, médicos e assistentes técnicos e operacionais.

Até ao final de setembro do presente ano, já tinham deixado o instituto exatamente 196 profissionais de saúde, entre eles 71 enfermeiros e 15 médicos, bem como 80 assistentes técnicos e operacionais e 17 técnicos de diagnóstico e terapêutica, segundo admite o presidente do conselho de administração, João Oliveira.

Nos planos para 2021 apresentados à tutela, o instituto reclamava a necessidade de um total de 2.231 profissionais de saúde, mas em setembro de 2021 o total de profissionais nem ascendia aos 1900 (1884), ainda que as contratação de novos profissionais de saúde já tenham sido autorizadas pelo Governo.

Segundo dados fornecidos ao diário, foi, entretanto, possível recrutar 189 funcionários, mas o saldo continua negativo relativamente às necessidades. Só enfermeiros “saíram 71 ao longo deste ano e até setembro entraram apenas 47”, avança. 

João Oliveira defende que a falta de pessoal é o principal problema do instituto, ainda que não se tenha cansado de o denunciar. O especialista em Oncologia refere que para reter profissionais, bem como conseguir recrutar novos trabalhadores, são necessárias melhores remunerações e condições de trabalho.

Defende ainda que “é necessária uma solução estratégica a nível nacional e o Governo tem nas mãos a forma de ultrapassar o problema. O Plano de Recuperação e Resiliência é muito claro na questão dos recursos humanos, fala num regime excecional de contratação. Precisamos de pessoas estáveis no SNS, satisfeitas, não permanentemente preocupadas com a sua subsistência”.

“O IPO tem mais doentes e doentes mais graves, alguns dos quais são enviados de outros hospitais, e a complexidade dos tratamentos aumenta de ano para ano. Precisamos de mais profissionais e de profissionais mais qualificados para tratar doentes com cada vez maior complexidade”, conclui.

SO/PÚBLICO

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