8 Out, 2021

Falta de anestesistas obriga Hospital Egas Moniz a enviar doentes para o privado

Maioria das cirurgias são, neste momento, realizadas fora da unidade hospitalar, alerta a Federação Nacional dos Médicos.

A falta de anestesistas no Hospital Egas Moniz , em Lisboa está, de acordo com a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), a esvaziar a capacidade do serviço de cirurgia, adianta a TSF. Com as salas de operação vazias, devido à falta de profissionais, o hospital tem vindo a encaminhar os doentes para cirurgia na clínica Clisa, na Reboleira, ou para o Hospital SAMS, nos Olivais.

A FNAM, através do dirigente João Proença, acusa o Governo de levar a cabo “uma política deliberada de destruição dos serviços públicos de saúde e de entregar tudo a empresas de ‘outsourcing'”. “O Ministério da Saúde não quer negociar com os sindicatos, não aposta na dedicação exclusiva, é uma política de recursos humanos desastrosa”, disse ao Público.

Neste momento, a maioria das cirurgias do Hospital Egas Moniz são realizadas fora da unidade hospitalar, através da contratação de blocos operatórios no setor privado.

O Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), do que faz parte o Egas Moniz, garante que tem investido na formação de internos que, na sua maioria, escolhem o centro hospitalar pela qualidade. Contudo, o número de anestesistas está muito aquém das necessidades. “O CHLO mantém-se empenhado em reduzir o impacto dos constrangimentos e encontrar soluções para manter a qualidade dos cuidados de saúde prestados. Para tal utiliza todas as hipóteses possíveis incluindo o recurso ao exterior com equipas mistas, como previsto na lei”, pode ler-se num comunicado enviado às redações.

SO

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