21 Mai, 2021

Estudos reforçam que bactérias no intestino interferem com o peso

Os resultados reforçam a necessidade de enriquecer a microbiota intestinal para favorecer o seu funcionamento adequado.

Segundo estudos internacionais, as pessoas que apresentam excesso de peso têm menos abundância de espécies bacterianas benéficas no intestino, o que pode contribuir para a obesidade. Em vésperas do Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade, assinalado a 22 de maio, são reforçadas dicas que permitem controlar o funcionamento equilibrado da microbiota intestinal.

De acordo com a explicação da professora catedrática da NOVA Medical School, Conceição Calhau, tendo por base que no nosso intestino habitam microrganismos, bactérias, fungos, vírus e protozoários, “se a nossa microbiota intestinal estiver desequilibrada (disbiose) torna-se incapaz de regular o apetite, a saciedade e o armazenamento de energia”.

Assim, se não houver uma harmonia entre estes compostos, o metabolismo energético de cada individuo pode potenciar a vulnerabilidade para o registo de excesso de peso e obesidade, sendo essencial garantir o seu funcionamento adequado através da permanência de bactérias “boas” no nosso organismo.

Para combater os números de obesidade crescentes a nível global e de modo a garantir o bem-estar da população, são ressaltados vários conselhos como a necessidade de se consumir mais alimentos ricos em fibra, como hortícolas, fruta e leguminosas e a redução do consumo de alimentos processados.

No mesmo sentido, as gorduras não devem deixar de ser consumidas, mas estas têm de ser de boa qualidade, como a proveniente do azeite, dos frutos secos e do peixe. Já o consumo de carnes vermelhas e de alimentos ricos em gordura saturada deve ser reduzido.

Além de ser reforçada a importância de se beber água ao longo do dia, também é mencionada a necessidade de se diminuir o consumo de açúcar e o consumo de sal, de modo a que a microbiota intestinal possa estar regulada e o mais equilibrada possível.

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