5 Mai, 2021

Estudo nacional revela que mais de 50% dos inquiridos avalia a sua saúde como boa ou muito boa

A investigação, apresentada em Lisboa, procurou construir um retrato a nível social sobre a saúde em Portugal.

De acordo com os resultados de “A Saúde dos Portugueses: Um BI em Nome Próprio”, 29% dos participantes considera a sua saúde como “boa” e 23% avalia-a como estando no patamar “muito bom”. O estudo, que representa a primeira parte de um novo projeto da Médis, revela ainda que 17% afirma que se sente “pouco saudável”.

A investigação, que resulta de um estudo quantitativo que contou com uma amostra total de 1 029 residentes em Portugal continental, de ambos os sexos e com idade igual ou superior a 18 anos, procurou focar-se em vários indicadores para conhecer a autoavaliação que os portugueses fazem do seu estado de saúde e quais as suas atitudes para a promoção do seu bem-estar.

Segundo os resultados da investigação que apresentou como consultora científica a presidente do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, Maria do Céu Machado, 46% dos participantes não se encontram nos níveis médios da escala de empenho pessoal na promoção da saúde. De acordo com o relatório, “parte importante da população considera ter uma atitude pró-saúde aquém do desejável”.

Por meio dos indicadores “a saúde que se tem”, que avalia o atual estado pessoal de saúde, e “potência saúde”, que se refere ao esforço promovido pelos inquiridos para manterem ou melhorarem a sua condição, o projeto revelou que esta porção significativa da amostra não procura adotar na sua rotina comportamentos que podem contribuir para o seu bem-estar.

Por outro lado, o estudo também reforça que a saúde mental é desvalorizada pela população nacional, uma vez que o âmbito físico é aquele em que os participantes se baseiam para avaliar a sua saúde a nível geral. O relatório reforça, assim, que “é a dimensão física (…) que determina a avaliação que se faz da saúde”, o que revela que “os problemas mentais são menos reconhecidos”.

Adiante, numa análise focada no parâmetro da idade, o estudo revelou que, enquanto a avaliação da saúde física e geral decresce com o avançar dos anos, o oposto acontece com a saúde mental. A excelente autoavaliação que a população idosa lhe oferece é justificada, no relatório, como estando provavelmente “afetada pelo estigma” ou pela sua “visão redutora da saúde mental como demência ou loucura”.

Relativamente ao impacto que a pandemia poderá ter tido na população portuguesa, 69% dos inquiridos revelou que não sentiu qualquer influência negativa na sua saúde. No entanto, entre os participantes portadores de doenças graves, 30% salientaram que esta teve um peso prejudicial no tratamento das suas patologias, uma vez que impediu um acompanhamento médico mais regular.

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