18 Set, 2018

Enfermeiros ponderam abandonar serviços

Profissionais estão a organizar-se e preparam-se para um protesto inédito no SNS - o abandono dos serviços - se não houver cedências do ministério da saúde depois da greve agendada para esta semana.

Enfermeiros de todo o país estão a organizar um protesto para o próximo dia 25 de setembro que, a concretizar-se, será inédito no Serviço Nacional de Saúde: o abandono dos serviços. O protesto poderá mesmo avançar se não se registarem cedências por parte do Ministério da Saúde na sequência da greve nacional dos enfermeiros, marcada para as próximas quinta e sexta-feiras, segundo avança o jornal Expresso.

Os profissionais estão a organizar-se através das redes sociais e querem, com esta medida, enviar um sinal claro ao ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, de que irão continuar a reivindicar medidas de valorização da carreira de enfermagem. Os enfermeiros reclamam, entre outras coisas, aumentos salariais e um suplemento atribuído aos profissionais com funções especializadas.

O abandono é uma forma de protesto diferente da tradicional greve, uma vez que não implica convocatória prévia nem a garantia de serviços mínimos. Contudo, é, em termos práticos, igual a uma falta injustificada, o que pode originar consequências disciplinares para os profissionais que aderirem ao protesto. Ao Expresso, um dirigente do sector admitiu que “bastará que 10% dos enfermeiros do SNS adiram ao protesto para que os serviços fiquem caóticos”. Sem serviços mínimos, são os próprios profissionais a avisar que “a sociedade ficará sem enfermeiros para a prestação de cuidados de saúde aos utentes por um período consecutivo de 16 horas”, o que poderá comprometer a resposta a situações graves e levar ao encerramento de muitos serviços.

Nas redes sociais, os enfermeiros queixam-se de que são “uma classe profissional esquecida e desmotivada” e afirmam que “o ministro tem de perceber de uma vez por todas que em braços de ferro na Saúde quem perde são os utentes”.

Saúde Online

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