6 Nov, 2018

Enfermeiros do IPO de Coimbra exigem descongelamento das carreiras

Os enfermeiros do IPO de Coimbra exigem o descongelamento das progressões das carreiras e consideram que estão a ser “discriminados de forma negativa” relativamente a outros trabalhadores da administração pública.

Em declarações aos jornalistas, Paulo Anacleto, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), considerou “inaceitável que o IPO de Coimbra” não tenha ainda concedido “qualquer ponto” aos enfermeiros com contrato individual de trabalho (CIT), além de “não atribuir corretamente” os pontos aos que são titulares de contrato em funções públicas.

Numa altura em que o parlamento já aprovou na generalidade o Orçamento do Estado (OE) para 2019, a administração da unidade local do Instituto Português de Oncologia (IPO) “aguarda ainda o entendimento da tutela” sobre uma matéria associada ao cumprimento do OE de 2018, criticou Paulo Anacleto.

“A administração discrimina negativamente os enfermeiros em função da tipologia do contrato de trabalho”, acusa o SEP, num documento que um grupo destes trabalhadores distribuiu hoje aos utentes do hospital.

Os enfermeiros do IPO, “independentemente do vínculo laboral, reivindicam o justo descongelamento das progressões, que já devia estar concretizado desde janeiro”.

“Senhor utente, exiga ao IPO mais e melhores cuidados e apele à não discriminação negativa”, pedem os enfermeiros.

Na instituição, enfermeiros com 22 anos de serviço, por exemplo, “têm o mesmo salário que outros colegas em início de funções”, segundo o mesmo texto.

Noutra nota, a Direção Regional de Coimbra do SEP refere que o IPO de Coimbra, “ao invés de outras instituições, resolveu excluir da atribuição dos pontos os enfermeiros detentores de um CIT e excluir muitos enfermeiros com contrato de trabalho em funções públicas da justa e correta contagem” dos pontos para efeitos do descongelamento das progressões.

Entre segunda-feira e hoje, durante a manhã, alguns enfermeiros permanecem junto ao edifício das consultas externas da instituição de saúde, para elucidarem “os utentes sobre esta brutal discriminação negativa” e para entregarem “um documento explicativo sobre as razões” da sua luta.

A agência Lusa contactou o secretariado da administração do IPO de Coimbra para obter a posição da unidade sobre o assunto, o que não foi possível até ao momento.

LUSA

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