DPOC. Doentes de Bragança já têm acesso a reabilitação respiratória no centro de saúde e em casa

O novo serviço destina-se a utentes dos 12 concelhos do distrito de Bragança que sofram de DPOC e abrangerá, anualmente, “cerca de 450 doentes”, adianta a ULS do Nordeste.

As pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) de Bragança têm agora acesso a reabilitação respiratória domiciliária e nos centros de saúde, anunciou ontem a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste.

O novo serviço destina-se a utentes dos 12 concelhos do distrito de Bragança que sofram de DPOC e abrangerá, anualmente, “cerca de 450 doentes”, adianta a entidade responsável, que acredita que “com este serviço de reabilitação respiratória será possível reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida destes doentes”.

De acordo com a ULS do Nordeste, “a reabilitação respiratória possibilita a diminuição da utilização de recursos de saúde, com menos internamentos e de menor duração, o alívio dos sintomas e uma melhoria na recuperação após episódios de agravamento dos mesmos, aumento da capacidade de autocontrolo da doença, redução da ansiedade e depressão e melhorias evidentes na capacidade de exercício e na qualidade de vida”.

O projeto está a ser desenvolvido pela ULS do Nordeste, nos centros de saúde, com o apoio financeiro da Fundação EDP e em articulação com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), sendo descrito como “um projeto inovador, a decorrer em ambulatório (nos centros de saúde) e com seguimento no domicílio”.

Segundo a ULS, “cada doente terá uma sessão de reabilitação respiratória três vezes por semana, num total de 36 sessões, a realizar por enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilitação”.

Ao longo das sessões serão desenvolvidos planos de exercício físico, será feito ensino aos doentes sobre aspetos relacionados com a doença, irá proceder-se ao controlo dos fatores de risco e também à aplicação de técnicas de reeducação funcional respiratória e de treino intensivo de inaloterapia. Será ainda facultado ao doente um plano personalizado para implementar no domicílio e, no final das 36 sessões previstas, será dado ao doente um plano de manutenção que o próprio deverá continuar a realizar em casa. Nesta fase, será efetuado acompanhamento telefónico quinzenal, para incentivo da continuidade do programa e esclarecimento de dúvidas, e será realizada mensalmente uma visita domiciliária de seguimento, explica a ULS.

O projeto contempla também um estudo, que será realizado pela Escola Superior de Saúde de Bragança, para avaliação do impacto desta intervenção na redução dos sintomas da DPOC, no desempenho das atividades de vida diária e na perceção do doente relativamente à alteração da sua qualidade de vida, entre outros aspetos.

 

LUSA

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