15 Nov, 2021

Distinguida tecnologia da UC que evita o sofrimento dos animais em experiências científicas

O projeto consiste na criação de uma espécie de goma que os animais ingerem de forma voluntária e precisa.

Uma tecnologia desenvolvida por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) que permite substituir a administração oral forçada de fármacos em experimentação animal, promovendo o bem-estar dos animais testados em laboratório, foi distinguida a nível europeu.

Segundo explica a UC, em comunicado, esta metodologia permite substituir a gavagem, um método invasivo que consiste em administrar medicamentos ou outras substâncias através de um tubo introduzido no estômago, o qual provoca dor e stress nos animais testados.

 A solução desenvolvida no âmbito “HaPILLness – Voluntary oral dosing in rodents” consiste na criação de matrizes semissólidas (uma espécie de goma) capazes de incorporar os fármacos em teste e que os animais ingerem de forma voluntária e precisa. A tecnologia, que se encontra em processo de patenteamento, já foi validada em ratos e murganhos.

De acordo com a coordenadora do projeto, Sofia Viana, esta nova tecnologia é “stress free, o que significa que minimiza o enviesamento dos resultados experimentais devido ao efeito do stress causado nos animais”.  Ainda é “uma solução metabolicamente inerte”, ou seja, consiste numa “tecnologia que pode ser usada num conjunto muito vasto de experiências, como, por exemplo, em doenças metabólicas, doenças do sistema nervoso central e doenças gastrointestinais, entre outras”.

«Não sendo possível a eliminação dos testes em animais, a alternativa passa por adotar procedimentos que aumentem o seu bem-estar, refletindo-se na melhoria da qualidade e reprodutibilidade dos resultados dos estudos, o que é muito importante. Uma experiência realizada com condições que minimizem o sofrimento animal e exponenciem o bem-estar traduz-se necessariamente em resultados mais fiáveis e com maior potencial de translação para o homem», frisam Sofia Viana, e o investigador corresponsável, Flávio Reis.

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