9 Dez, 2025

Diretor executivo do SNS admite que falta de médicos de família é um “problema estrutural”

O diretor-executivo do SNS realçou que a falta de médicos de família "não é um problema do SNS, mas de todos os sistemas de saúde europeus” e está associado ao envelhecimento demográfico e às migrações.

Diretor executivo do SNS admite que falta de médicos de família é um “problema estrutural”

A falta de médicos de família constitui um “problema estrutural” e o aumento constante do número de inscritos está a ultrapassar a capacidade de resposta dos serviços,  afirmou hoje o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida.

“A falta de médicos de família é um problema que não tem quatro anos, não tem dez anos. Sempre houve esse problema, sempre houve essa falta. Aquilo que nós temos de encontrar são soluções que permitam responder às necessidades da população, que não têm necessariamente de passar por ter mais médicos de Medicina Geral e Familiar”, declarou.

As afirmações foram feitas durante uma visita à ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde, onde acompanhou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, numa série de deslocações pelo país dedicadas à preparação do SNS para o período de Inverno.

Confrontado com notícias que apontam para a crescente falta de médicos de família, Álvaro Almeida sublinhou que, apesar de existirem mais utentes com médico atribuído, “há um aumento de inscritos que ultrapassa toda a capacidade de resposta”. Para o responsável, não está em causa a atratividade do SNS, mas sim “um aumento de procura que ultrapassa a capacidade de aumentar a oferta”.

O diretor-executivo salientou ainda que esta situação “não é um problema do SNS, mas de todos os sistemas de saúde europeus”, associando “a muito maior procura” ao envelhecimento demográfico e às migrações.

“É um problema que nós temos hoje em toda a Europa. Há uma série de fatores que levam a um aumento de procura e a oferta de recursos humanos na saúde não está a acompanhar somente a procura, mas repito, não é no SNS, é no sistema de saúde, nos sistemas de saúde todos europeus”, concluiu.

SO/LUSA

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