21 Ago, 2023

Dermatologistas aconselham cuidados com o sol e rastreio a cancro cutâneo

Além do autoexame, os médicos aconselham a ida ao dermatologista para avaliação dos sinais, nomeadamente a quem tem muitos sinais na pele ou um sistema imunológico mais debilitado.

Dermatologistas do grupo de saúde Ribera, incluindo do Hospital de Cascais, aconselham o controlo periódico de sinais para detetar lesões cutâneas suspeitas e tratá-las nos seus estágios iniciais.  “Em Portugal surgem cerca de 1.500 novos casos de melanoma anualmente e cerca de 90% dos cancros de pele estão relacionados com os exageros de exposição ao sol, sobretudo em idades jovens”, alertam em comunicado.

Os especialistas consideram ser importante alertar, sobretudo no verão, para os cuidados que se devem ter com a pele, nomeadamente quando exposta ao sol. Mas também sensibilizar a população para estar atenta aos sinais que surgem no corpo, porque, mesmo o melanoma, “o mais grave dos cancros de pele mais comuns, quando detetado e tratado precocemente, é curável”.  “O melanoma surge habitualmente como um “sinal” com cor negra acastanhada cujo aspeto se modifica ao longo do tempo e é diferente de todos os restantes na pele de uma pessoa”, pode ler-se no comunicado.

Contudo, existem outros tumores malignos na pele, como o carcinoma basocelular e espinocelular, que urgem ser também corretamente tratados para evitar a sua progressão e riscos para a saúde e bem-estar. “Este tipo de tumor surge, não raramente, sobretudo em áreas da pele sujeitas à exposição solar prolongada, como na face, no dorso das mãos ou braços ou no tronco e toma o aspeto de duradoura ferida que sangra e não cicatriza”.

Além dos cuidados de proteção do sol (uso de fotoprotetor, vestuário adequado e exposição ao sol apenas nas horas mais seguras), deve-se aproveitar as consultas médicas para avaliar sinais. “O rastreio de cancro cutâneo é fácil de realizar, indolor e permite salvar vidas.” Os especialistas chamam a atenção, em particular, para os doentes com fatores de risco, como histórico pessoal ou familiar de melanoma, aqueles com mais de 100 sinais ou manchas atípicas, aqueles que tiveram queimaduras solares ou exposição solar crónica, fotótipos I e II, doenças genéticas que predispõem ao cancro de pele (como albinismo ou xeroderma pigmentoso) ou doentes em tratamento imunossupressor. Nestes casos não basta um autoexame, convém ir ao dermatologista.

Continuando: “Se uma pessoa tem mais de 50 sinais no corpo, o risco de melanoma é multiplicado por dois, e se tiver mais de 100, por 4; se houver mais de 10 a 15 sinais nos braços, são doentes que vão ultrapassar estas potencialidades”.

Os médicos recomendam assim “prudência e bom senso” ao se bronzear neste verão, além de usar fator de proteção 50+, chapéu, óculos escuros e evitar as horas centrais do dia.

Texto: Maria João Garcia

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