28 Set, 2018

Cuidadores informais em vigília em frente ao parlamento exigem estatuto

Os cuidadores informais iniciaram esta quinta-feira uma vigília em frente ao parlamento em defesa de um estatuto que lhes garanta apoio e proteção social e laboral, depois de o primeiro-ministro alegar que a medida teria custos orçamentais elevados.

“Estatuto do Cuidador já”, exigiram esta tarde os manifestantes que se concentram em frente das escadarias da Assembleia da República, numa ação convocada pela Associação Nacional de Cuidadores Informais, a que se juntou também a AVC Portugal. O Estatuto do Cuidador Informal está no parlamento para debate na especialidade e diversas entidades têm sido ouvidas pelos deputados sobre o assunto.

O Bloco de Esquerda apresentou um projeto de lei sobre a criação do estatuto do cuidador informal, mas o primeiro-ministro, António Costa, afastou na quarta-feira a hipótese de incluir no Orçamento do Estado para 2019 uma verba destinada às medidas de proteção sugeridas pelo BE e reclamadas pelos cuidadores.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Assembleia Geral da Associação, Maria dos Anjos Catapirra, confessou a desilusão com as palavras do chefe do governo. “Andamos nisto há quase três anos. Chega. As coisas não melhoram, pelo contrário, cada vez fica pior”, disse.

Afirmando estar de acordo quanto ao princípio e a “bondade da intenção” da criação de mecanismos de proteção para os cuidadores informais, António Costa argumentou que é preciso “medir o custo” e que, se no “ano zero” o plano custaria 120 milhões de euros, “quando atingir a velocidade de cruzeiro” serão 800 milhões de euros anuais.

José Soeiro, deputado do BE que tem acompanhado o processo, dirigiu-se ontem aos manifestantes para os cumprimentar e em declarações aos jornalistas afirmou desconhecer as contas que levaram o primeiro-ministro a falar em 800 milhões de euros.

“Não faço a mínima ideia de onde foi retirado o valor de 800 milhões, o valor que o governo nos deu foi de 120 milhões de euros. Já pedi ao governo que nos faça chegar essas contas se tem outros dados”, indicou. O BE defende que há medidas s