CRI-Diabetes na ULS Cova da Beira permite mais autonomia dos profissionais e melhoria dos cuidados

O Centro de Responsabilidade Integrado da Diabetes da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira foi criado no final de fevereiro. Em entrevista, Dídia Lages, responsável pela estrutura, destaca as mais-valias deste modelo organizacional, tanto para os profissionais de saúde como para os doentes.

CRI-Diabetes na ULS Cova da Beira permite mais autonomia dos profissionais e melhoria dos cuidados

Mais autonomia, trabalho por objetivos, valorização do desempenho e incentivo à formação contínua e à investigação, com foco na qualidade, são algumas das vantagens do Centro de Responsabilidade Integrado da Diabetes (CRI-Diabetes) da ULS Cova da Beira, segundo a responsável.

A diretora do CRI e especialista em Medicina Interna recorda que a criação desta estrutura foi também possível graças ao trabalho que vinha já a ser desenvolvido em equipa desde a criação da Unidade Integrada de Diabetes (UID), no âmbito da unidade coordenadora funcional da diabetes da Cova da Beira, iniciada em 2013.

O novo centro assenta num modelo assistencial multidisciplinar e integrado, orientado para a prevenção, diagnóstico, tratamento, acompanhamento e educação terapêutica da pessoa com diabetes. A sua atividade inclui consulta externa especializada, com recurso a telemedicina e telemonitorização, hospital de dia de diabetes, consultoria hospitalar a doentes internados, apoio clínico e formativo aos cuidados de saúde primários e funcionamento como centro de tratamento com sistemas de perfusão subcutânea contínua de insulina (PSCI).

“O nosso objetivo é também desenvolver atividade nas áreas da educação terapêutica, investigação clínica, formação de profissionais de saúde e produção científica”, afirma a médica.

Como acrescenta, “um dos principais objetivos do modelo CRI é garantir também a articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares, para que haja uma melhor gestão da doença e uma melhoria do percurso assistencial integrado da pessoa com diabetes na ULS Cova da Beira no seu todo”.

Recordando que a diabetes é um problema de saúde global e que, apenas na região da Cova da Beira, afeta mais de 12 mil utentes, Dídia Lages considera que o CRI permitirá otimizar os cuidados, numa lógica de integração e articulação entre o hospital e os cuidados de saúde primários.

Questionada sobre o que considera fundamental para a criação de um CRI dedicado à diabetes, a médica destaca três aspetos essenciais: integração de cuidados, aposta numa equipa multidisciplinar e definição de objetivos centrados na melhoria da qualidade de vida da pessoa com diabetes.

Paralelamente, sublinha que é essencial que exista na equipa “colaboração, respeito e foco”, uma vez que “no CRI trabalhamos em conjunto para um mesmo objetivo”.

Maria João Garcia

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