18 Ago, 2021

Covid-19. Estudo revela que 37% dos idosos perdem anticorpos seis meses após vacinação

Resultados corroboram dados que revelam que a diminuição dos anticorpos gerados pela vacinação é mais rápida na população idosa.

De acordo com um estudo conduzido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (ICG), 63% dos idosos com mais de 70 anos têm anticorpos contra o coronavírus, que causa a covid-19, seis meses após a vacinação. Cerca de 37% perdem defesas contra a infeção por SARS-CoV-2.

O projeto, que envolveu 260 idosos de cinco lares, também acompanhou 160 funcionários, em que a quase totalidade (98,1%) continuava, ao fim do mesmo tempo, com anticorpos. Em comunicado, o IGC refere que os dados “confirmam que, à semelhança do que acontece com outras vacinas, a diminuição dos anticorpos gerados pela vacinação é mais rápida na população idosa”.

Segundo realça o Instituto promotor do estudo, “a tendência de decrescimento de anticorpos começou a ser notada três meses após a segunda dose em cerca de 15% dos participantes” com idade superior a 70 anos. Para o investigador do IGC e coordenador do estudo, Carlos Penha-Gonçalves, “o decréscimo dos níveis de anticorpos vacinais com o tempo é natural e expectável e não significa ausência de proteção contra a infeção”.

O IGC defende que será “importante continuar a acompanhar a evolução da queda dos anticorpos ao longo do tempo”, em particular nos idosos, uma vez que se caracterizam por ser uma população mais vulnerável à covid-19 devido à debilidade do seu sistema imunitário.

“A condução de rastreios é um instrumento imprescindível para garantir o acompanhamento da evolução da resposta vacinal e obter dados para apoiar as decisões sobre a possível revacinação e vacinas a utilizar”, sublinha o Instituto que também salienta a indispensabilidade de se manterem “os cuidados de proteção individual”, como o uso de máscara, o distanciamento físico ou a higienização das mãos.

SO/LUSA

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