29 Mar, 2021

Consumo de antibióticos diminuiu 23% em 2020

Distanciamento social e uso de máscara ajudaram a controlar também as infeções bacterianas, o que levou a quebra histórica no consumo de antibióticos.

O consumo de antibióticos sofreu uma diminuição nunca vista no ano de 2020, com uma quebra registada de 23% no número de embalagens vendidas, adianta o Jornal de Notícias.

O consumo de antibióticos diminuiu em todo o país. Os dados provisórios do Infarmed indicam uma quebra nas vendas superior a 1,4 milhões de embalagens, com destaque para os antibióticos três mais vendidos: amoxicilina com ácido clavulânico, a azitromicina e a amoxicilina (menos 653 097 embalagens; menos 489 829; menos 326 286, respetivamente).

Os três fármacos são usados “essencialmente em infeções das vias respiratórias superiores, nariz e garganta”, onde se incluem as amigdalites, sinusite ou a otite média, acrescenta o Infarmed que revelou ainda que o número registado em 2020 se aproxima do de 2015

Na base desta evolução do consumo de antibióticos está o confinamento, o distanciamento social, o uso de máscara e o cumprimento da etiqueta respiratória, que mitigam o risco de infeções bacterianas.

“De uma forma geral há uma diminuição muito marcada de tudo o que são infeções respiratórias”, diz, ao JN, o médico de família Nuno Jacinto, também presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Houve também uma quebra na afluência das pessoas aos hospitais e centros de saúde, o que limitou as oportunidades de os médicos prescreverem antibióticos, sublinha José Artur Paiva, responsável pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA).

Também diminuiu o uso de antibióticos em meio hospitalar, muito devido à suspensão da atividade programada (cirurgias, transplantes) em alguns hospitais.

Ainda assim, o SNS viu a despesa com medicamentos aumentar 2,6% (mais 31,9 milhões de euros). Entre os medicamentos mais vendidos, além do paracetamol, está a atorvastatina (usada para baixar os níveis de colesterol) e a metformina (um antidiabético) que subiram 9,5% e 0,1%, respetivamente.

SO

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