8 Mar, 2022

Como conversar sobre a guerra com as crianças? Psicólogos respondem

É fundamental “deixar claro que o melhor a fazer é estar disponível para escutar as preocupações” dos mais novos, defende a Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Perante as notícias, imagens e conversas sobre a guerra, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) divulgou o documento “Conversar sobre a Guerra” que auxilia os pais e cuidadores de crianças e jovens a saberem falar sobre esta situação de extrema violência com os mais novos.

Em primeiro lugar, é fundamental “deixar claro que o melhor a fazer é estar disponível para escutar as preocupações, conversar” e responder a todas as dúvidas que poderão surgir, já que “mesmo sem estarem em ambientes de guerra, muitas crianças são expostas à violência e não percebem o que está a acontecer”, sendo “natural que se sintam ansiosas, aterrorizadas, confusas ou com medo”, diz a OPP, em comunicado.

“Por muito que conversar sobre violência, conflitos e guerra possa ser assustador e gerar medos, é ainda mais assustador pensar que ninguém pode falar connosco sobre esses sentimentos”, pode ler-se no documento divulgado. É, assim, importante conversar de forma sensível e apoiar os mais novos no que estão a sentir. “Não menos importante é perceber o que sabem sobre o assunto, corrigir ideias erróneas, filtrar a informação e transmitir segurança”, defendem os psicólogos.

Deste modo, por ser um tema complexo e assustador, a OPP sugere que se assegure à criança que esta está protegida, sublinhar que existe esperança e que muitas pessoas estão a ajudar. Assistir às notícias em conjunto (com crianças mais velhas), evitar estereótipos, encorajar comportamentos pró-sociais e monitorizar a saúde psicológica também são passos que podem ajudar os mais novos a compreenderem a situação de guerra.

Neste âmbito, o documento apresenta algumas pistas de resposta a perguntas mais recorrentes como “o que é a guerra?”, “porque existem guerras?”, “os nossos amigos/familiares são morrer?”, “os avós estão bem?”, “também nos vão atacar?” ou “porque há pessoas que matam outras pessoas?”.

“É importante falar com as crianças e jovens sobre os esforços que nós, enquanto comunidades e sociedades, podemos envidar para promover e construir diálogos, pontes, justiça e paz”, já que “a guerra pode ser um pretexto para procurar oportunidades de aprendizagem e de educar para a não-violência.

Consulte o documento na íntegra aqui.

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