4 Jan, 2022

Centro Materno Infantil de Gaia pronto até final de janeiro

Centro Hospitalar de Gaia/Espinho admite um atraso, que justifica com as "dificuldades sentidas na entrega de materiais".

O Centro Materno Infantil de Gaia deverá estar a funcionar com todas as valências até final de janeiro, disse à Lusa a administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E).

“Entre a ‘primeira pedra’ e a abertura do internamento de pediatria, passaram-se 26 semanas. Projetamos que no período máximo de 34 semanas (final de janeiro) esteja aberto na sua totalidade, com um custo total de 14 milhões de euros, sendo o atraso atual resultado das dificuldades sentidas mundialmente na entrega de materiais”, lê-se na resposta enviada à Lusa.

Em 06 de julho de 2021, o presidente do conselho de administração Rui Guimarães afirmou: “Espero que possamos no dia 01 janeiro de 2022 ter aqui o primeiro bebé a nascer”, mas, aqui chegados, poderá haver um atraso de menos de um mês para que essa realidade ocorra.

Na comunicação, o hospital recorda estar o “internamento (pediatria) aberto, desde o passado dia 22 de dezembro” e que as “restantes valências serão transferidas no início deste ano”.

“Apesar de tudo termos feito para que à data de hoje estivesse já em funcionamento, não deixamos de estar orgulhosos de ter toda a infraestrutura construída, decorrido apenas meio ano desde o início do projeto”, assinala a administração.

Centralizar as várias valências na Unidade I, permitirá, para Rui Guimarães “uma maior racionalização e organização de recursos quer humanos quer técnicos”, melhora exponencialmente a “capacidade de resposta e qualidade de serviço prestados, em prol das mulheres e crianças da região”, assim como promove aos profissionais “ótimas condições para a atividade assistencial, que conjugada com a diferenciação, excelência e qualidade da equipa, irá fazer com que o CHVNGE possa ocupar uma posição de destaque, tal como é merecido há muitos anos”.

A nova área materno infantil terá um serviço de urgência obstétrica e ginecológica, um bloco de partos com nove salas individuais, um bloco operatório contíguo a esta sala e uma unidade de neonatologia com cuidados intensivos neonatais equipada com 14 boxes e dois quartos de isolamento com pressão negativa, referia uma nota informativa então distribuída aos jornalistas pela unidade de saúde.

Essa nota realçava também conta que o novo centro “terá ainda 16 incubadoras, das quais 10 para cuidados intermédios e seis para intensivos, internamento de ginecologia/obstetrícia e berçário com 34 quartos e internamento de pediatria e cirurgia pediátrica com 14 quartos.

Para o centro hospitalar, esta infraestrutura terá um “incomensurável impacto”, dado que a ginecologia responde a mais de 161 mil mulheres e a obstetrícia a mais de 75 mil em idade fértil, residentes na área de abrangência.

Já o serviço de cirurgia pediátrica serve cerca de 120 mil crianças e jovens, acrescenta a informação.

LUSA

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