6 Set, 2018

CDS-PP promete propostas na saúde para OE2019

Saúde, educação, ferrovia e segurança são algumas das áreas sobre as quais o CDS-PP promete apresentar medidas para o próximo Orçamento do Estado, recusando abdicar do papel de oposição na crítica, mas também na proposta pela positiva.

Em entrevista à agência Lusa sobre o Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), o líder da bancada parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, garantiu que o partido irá, transversalmente, fazer aquilo que já tem feito: “denunciar o que está mal, mas também, pela positiva, propor aquilo que, a nosso ver, seriam as alternativas a esta política”.

Por isso, e tal como fez nos anteriores Orçamentos do Estado aprovados pela esquerda na era da geringonça, o CDS-PP vai apresentar propostas de alteração ao documento que tem de ser entregue na Assembleia da República pelo Governo até 15 de outubro.

“Discordamos da filosofia deste documento, discordamos dos seus princípios. Iremos lê-lo com atenção, mas acho que não é difícil adivinhar o nosso voto [referindo-se ao voto contra]”, antecipou ainda.

Assim, de acordo com Nuno Magalhães, o CDS-PP vai propor medidas na área da saúde, da educação, das forças de segurança e da segurança. “O CDS fará aquilo que sempre fez que é criticar e propor. Disso não abdicamos. Não abdicamos daquilo que é o nosso papel, a nossa função e da razão pela qual fomos eleitos, que ser oposição”, justificou.

O deputado centrista não sabe ainda quantas serão as propostas, desde logo porque ainda não se conhece o documento do Governo e “muitas vezes as alterações dependem da forma como está organizado o próprio Orçamento do Estado”. “Mas iremos ser iguais a nós próprios. Mesmo no primeiro Orçamento do Estado o CDS apresentou cerca de uma centena de propostas e assim continuará. Creio que andará, mais número menos número, a rondar esse valor”, antecipou.

Questionado sobre o discurso de rentrée de António Costa em relação ao OE2019 poder mudar a visão do CDS-PP sobre esta proposta, Nuno Magalhães começou por assegurar que “nenhum discurso do senhor primeiro-ministro pode mudar o que quer que seja porque primeiro é preciso ver para crer”.

“Nós temos muito casos em que o senhor primeiro-ministro, porque é um homem de boas notícias, anuncia uma coisa e depois aquilo que entra no parlamento em forma de lei é completamente diferente e para pior”, lembrou.

LUSA/SO

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